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sábado, 24 de outubro de 2015
Insólitos
Já aqui referi algumas vezes como tenho alguma tendência para me deparar ou fazer parte de situações insólitas. Esta semana fui novamente protagonista de mais um momento "isto, só a mim!" ;-)
Tenho andado em consultas no quiropracta pois tenho um disco inflamado na zona lombar que tem causado bastante dores nas costas (fruto da PDI, pois então!). Saí do trabalho mais cedo para ir à consulta e embora o céu estivesse cinzento não me ocorreu trazer comigo o chapéu de chuva reserva que mantenho no escritório. Já no comboio o maquinista avisa que uma tempestade se aproxima e aconselha cuidado a subir e a descer escadas nas estações pois o piso estaria decerto escorregadio.
Para com os meus botões saiu-me um "Oh oh!"
Cheguei à minha estação e chovia que se fartava. Muita água, com muita força e algum vento. Esperei que abrandasse mas não havia sinais da tempestade amainar. Ao olhar para o relógio, tive de tomar uma decisão: ou continuava à espera e perdia a consulta ou metia-me a caminho (esperavam-me uns 15 minutos de caminhada) e chegava a tempo mas encharcada até aos ossos... Pois que corajosamente (ou loucamente!) me pus a caminho!
Quando cheguei ao consultório estava mais molhada do que se tivesse saído do banho vestida ;-) As calças e a t-shirt estavam coladas ao corpo, os ténis e as meias estavam ensopados e o casaquinho de malha que trazia aberto sobre a cabeça pingava.
A quiropracta deu-me uma toalha turca quentinha, acabada de sair do secador da roupa, para me limpar e eis que estava como nova pronta para o meu tratamento. O único problema era como ir para casa depois da consulta. Vestir a roupa que trazia era impensável, pois estava encharcada, pelo que a minha única escolha foi pedir emprestada a camisa (tipo hospital) que vestimos para o tratamento!
Depois do tratamento, saí então de camisa de hospital (sim, daquelas que abrem atrás!) vestida, casaco de malha (encharcado) atado à cintura para tapar o rabo e descalça (meter os pés dentro dos ténis seria como andar dentro de poças de água). A viagem até a casa é curta e 5 minutos depois estava a tocar à campainha. O Homer abriu a porta, estranhando eu não ter utilizado a chave, e quando deu de caras comigo apenas abanou a cabeça com aquele ar "o que foi desta vez?" e deu-me um beijinho.
Quem se tenha cruzado comigo terá suspeitado que eu teria fugido do hospital (muito provavelmente psiquiátrico!), lol
terça-feira, 29 de setembro de 2015
De fé abalada
Relativamente à crise dos refugiados sírios li muitas barbaridades e assustei-me com os sentimentos expressos por muitos perante o sofrimento alheio. Claro que é uma questão complexa, claro que há interesses e politiquices pelo meio, mas para mim, independentemente da raça, da cor da pele, da religião ou ideologia, vejo acima de tudo pessoas de carne e osso que estão a fugir de uma guerra. Hoje temos a sorte de nos sentirmos seguros nas nossas casas, de poder dormir num colchão ortopédico, taparmo-nos com edredão de penas, e dormir o "sono dos justos" mas amanhã podemos ser a nós a ver tudo o que nos é familiar a ser destruído, a ver a nossa vizinhança a ser bombardeada e ficar sem nada senão o nosso instinto de sobreviver.
Penso que muitos perderam a noção da fragilidade da vida, acreditam que desgraças só acontecem aos outros e permitem que o sofrimento e o desespero dos outros não lhes toque. Assusta-me como as pessoas conseguem fechar os olhos e o coração a quem precisa de apoio por medo, egoísmo, ou diferença de opinião.
Parece-me que cada vez mais as pessoas vivem centradas nos seus umbigos. O avanço da social media tem tido também muita influência neste narcisismo, na facilidade com que alguém se esconde atrás de ecrã e debita opiniões sem pensar duas vezes e até com que cria uma vida fabricada.
No seguimento destas reflexões deu-se o lançamento do novo iPhone 6. Ora eu trabalho bem pertinho da loja da Apple e nem queria acreditar quando dias antes havia tendas montadas no passeio de malta que decidiu acampar para estarem entre os primeiros a comprarem o novo modelo. Tenho que acrescentar que estava frio e chuvoso.
Que raio leva uma pessoa a acampar para comprar um telemóvel?! Ora, o telefone não vai esgotar e pode ser adquirido no dia seguinte ou na semana seguinte sem qualquer alteração, a Apple não estava a fazer nenhum tipo de desconto portanto o preço é precisamente o mesmo independentemente do dia da compra, não havia nenhum modelo especial ou comemorativo do lançamento. E pelo que me percebi, nem sequer estavam a dar rebuçados, lol
Na manhã do lançamento, a multidão era tal que havia seguranças a garantir que a entrada para os edifícios de escritórios se mantinha acessível. Enquanto naveguei entre os chapéus de chuva abertos, para aceder ao meu local de trabalho, reflecti em como me são estranhas as prioridades da nossa sociedade actual...
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sábado, 30 de maio de 2015
Desportos Radicais
Quem me conhece minimamente sabe que sou uma pessoa super desastrada, com fraca coordenação e com tendência para acidentes ridículos. Sou aquele tipo de pessoa que entorna a garrafa de água, que vai de encontro aos móveis e ombreiras das portas, que descobre novos cortes e nódoas negras no banho sem ter noção de como estes apareceram.
Também por isso não sou muito dada a desportos e até tenho um certo receio de certas actividades. É que a possibilidade de me magoar seriamente é grande e tenho sempre consciência disso ;-p
Aqui há uns tempos tinha visto na televisão os treinos dos astronautas para se habituarem à gravidade zero e fiquei fascinada e cheia de vontade de experimentar. Como estes treinos não estão disponíveis ao comum dos mortais o Homer surpreendeu-me com a next best thing: indoor skydiving! Também já tinha visto um vídeo sobre estes túneis onde se pode flutuar e achei o máximo.
Ora vejam, a minha estreia nos desportos radicais:
O cor de laranja não é de facto a minha cor, e ninguém consegue ficar sexy com aqueles macacos, máscaras e capacetes ;-p
Adorei a experiência, não senti qualquer receio e até descobri que tinha jeito para a coisa. Agora fiquei cheia de vontade de experimentar paraquedismo, mas com instrutor pois sozinha não me atreveria a saltar do avião! Quando chegar o Verão (aqui é Outono!) encher-me-ei de coragem e saltarei :-)
terça-feira, 17 de março de 2015
Observações e aventuras diárias

Desde que nos mudámos para Sydney que voltei a andar de comboio diariamente. Trabalho mesmo no centro da cidade e não há melhor ou mais prática opção. As minhas viagens são curtas mas não por isso menos interessantes pois dedico-me a uns dos meus passatempos favoritos: observação ;-)
Quase todos viajam colados aos seus smartphones. Grande parte de headphones nos ouvidos, mesmo quando se dirigem aos seus destinos a pé pelas ruas da cidade. Ainda há dias um jovem deixou cair o cartão de acesso ao escritório na rua e uma velhota que vinha atrás dele, apanhou-o e chamou por ele. Ele não ouvia nada, pois ia de headphones postos, e a pobre da senhora teve de largar numa corrida atrás dele (o moço tinha a passada larga) até lhe conseguir tocar no braço e assim chamá-lo à atenção. Ora isto de bloquear os sons à nossa volta pode ser perigoso... Se fosse a buzina de um carro, será que ele ouvia?!
Depois há aqueles que não contentes em ouvir a sua música, sentem que devem partilhá-la com toda a carruagem do comboio! Eu bem olho para eles com cara de "Desculpa lá mas não me apetece levar com o teu ruído" mas o meu olhar 42 não têm qualquer impacto perante quem progressivamente destrói os seus tímpanos de livre e espontânea vontade! Já me cruzei um par de vezes com um velhote que só ouve Metal a alto e bom som, um kota que curte tanto o seu jazz que abana literalmente a cabeça ao som da música que insiste em partilhar com os restantes passageiros e um asiático, trintão, que uma vez desatou a dançar carruagem fora como se de uma pista de dança se tratasse! O homem teve o seu momento de fama pois por instantes toda a carruagem parou incrédula a olhar para o o seu One Man Show!
A maior parte dos que vejo agarrados aos telemóveis navegam no Facebook, no Twitter, no Instagram, etc. Há também quem jogue Candy Crush ou consulte as apps dos jornais. Sim, eu sei, é uma invasão de privacidade olhar para os ecrãs alheios ;-) Poucos viajam com livros, Kindles ou lêem livros nos seus smartphones mas ainda há quem opte por aproveitar o tempo de viagem para se dedicar à leitura.
Noutro dia sentou-se ao meu lado um indivíduo japonês, que ia a ler algo no seu telemóvel. À partida esse seria um comportamento normal não fosse o rapaz ler em voz alta, a grande velocidade, e ficar sem fôlego ao fim, do que me pareciam ser, algumas linhas! Eu bem que olhei diversas vezes para ele, como quem diz "Shiiuuu! Não se lê em voz alta no comboio! " mas o rapaz estava tão entretido com o seu texto que nem deu pela minha existência.
Sydney, sendo a maior cidade australiana, deve decerto ter o maior número de "malucos" por metro quadrado e muitos deles devem gostar de andar de transportes, pois não encontro outra explicação para a quantidade de pessoas que vejo a falarem sozinhos, a cantar (ópera!) em voz alta, a insultarem aos gritos um espaço vazio à sua frente. Isto torna sempre qualquer viagem interessante e faz pulsar a adrenalina pois nunca se sabe muito bem quando é que o "maluco" se passa a sério e prega uma bofetada a alguém!
Mas também temos teatro... Noutro dia, dois (duas) travestis/transsexuais pegaram-se numa cena de pancadaria em plena plataforma. Uma entra no comboio, quando este chega à estação, para logo atirar a sua mala para o chão e sair lá para fora para agredir a outra. Quando decide que afinal se faz tarde e que tem de apanhar o transporte, entra e a outra desvairada entra atrás e toca de se engalfinhar naquela que lhe tinha ido à "tromba". Outros passageiros, corajosos ou mais loucos ainda, tentam separá-las enquanto tentam segurar uma dentro do comboio e a outra do lado de fora. O funcionário que está na plataforma e cuja função é assinalar ao maquinista que pode seguir viagem, fica impávido, qual fiscal de linha, a ver a cena desenrolar-se ora fora, ora dentro, do comboio e espera pacientemente pelo desfecho. Os passageiros, os tais corajosos ou mais loucos ainda, lá conseguem separar as doidas (uma dentro, outra fora), o funcionário faz sinal ao maquinista com a sua bandeirinha vermelha e ouve-se o aviso de que as portas automáticas vão fechar. O comboio segue caminho, não sem antes uns insultos de parte a parte, gritados através do vidro, em que as doidas se chamam de feias. Nisso tinham elas razão: não só eram mulheres/homens feias/os (!), como foram umas feias por nos fazerem chegar atrasados à estação seguinte!
Eu... divirto-me a observar estas interacções, perco-me em pensamentos mais ou menos profundos sobre a sociedade onde me insiro e vou também brincando com o meu smartphone, lendo um livro/Kindle, ou simplesmente olhando pela janela, embalada pelo agradável movimento do comboio nos carris :-)
Desde que nos mudámos para Sydney que voltei a andar de comboio diariamente. Trabalho mesmo no centro da cidade e não há melhor ou mais prática opção. As minhas viagens são curtas mas não por isso menos interessantes pois dedico-me a uns dos meus passatempos favoritos: observação ;-)
Quase todos viajam colados aos seus smartphones. Grande parte de headphones nos ouvidos, mesmo quando se dirigem aos seus destinos a pé pelas ruas da cidade. Ainda há dias um jovem deixou cair o cartão de acesso ao escritório na rua e uma velhota que vinha atrás dele, apanhou-o e chamou por ele. Ele não ouvia nada, pois ia de headphones postos, e a pobre da senhora teve de largar numa corrida atrás dele (o moço tinha a passada larga) até lhe conseguir tocar no braço e assim chamá-lo à atenção. Ora isto de bloquear os sons à nossa volta pode ser perigoso... Se fosse a buzina de um carro, será que ele ouvia?!
Depois há aqueles que não contentes em ouvir a sua música, sentem que devem partilhá-la com toda a carruagem do comboio! Eu bem olho para eles com cara de "Desculpa lá mas não me apetece levar com o teu ruído" mas o meu olhar 42 não têm qualquer impacto perante quem progressivamente destrói os seus tímpanos de livre e espontânea vontade! Já me cruzei um par de vezes com um velhote que só ouve Metal a alto e bom som, um kota que curte tanto o seu jazz que abana literalmente a cabeça ao som da música que insiste em partilhar com os restantes passageiros e um asiático, trintão, que uma vez desatou a dançar carruagem fora como se de uma pista de dança se tratasse! O homem teve o seu momento de fama pois por instantes toda a carruagem parou incrédula a olhar para o o seu One Man Show!
A maior parte dos que vejo agarrados aos telemóveis navegam no Facebook, no Twitter, no Instagram, etc. Há também quem jogue Candy Crush ou consulte as apps dos jornais. Sim, eu sei, é uma invasão de privacidade olhar para os ecrãs alheios ;-) Poucos viajam com livros, Kindles ou lêem livros nos seus smartphones mas ainda há quem opte por aproveitar o tempo de viagem para se dedicar à leitura.
Noutro dia sentou-se ao meu lado um indivíduo japonês, que ia a ler algo no seu telemóvel. À partida esse seria um comportamento normal não fosse o rapaz ler em voz alta, a grande velocidade, e ficar sem fôlego ao fim, do que me pareciam ser, algumas linhas! Eu bem que olhei diversas vezes para ele, como quem diz "Shiiuuu! Não se lê em voz alta no comboio! " mas o rapaz estava tão entretido com o seu texto que nem deu pela minha existência.
Sydney, sendo a maior cidade australiana, deve decerto ter o maior número de "malucos" por metro quadrado e muitos deles devem gostar de andar de transportes, pois não encontro outra explicação para a quantidade de pessoas que vejo a falarem sozinhos, a cantar (ópera!) em voz alta, a insultarem aos gritos um espaço vazio à sua frente. Isto torna sempre qualquer viagem interessante e faz pulsar a adrenalina pois nunca se sabe muito bem quando é que o "maluco" se passa a sério e prega uma bofetada a alguém!
Mas também temos teatro... Noutro dia, dois (duas) travestis/transsexuais pegaram-se numa cena de pancadaria em plena plataforma. Uma entra no comboio, quando este chega à estação, para logo atirar a sua mala para o chão e sair lá para fora para agredir a outra. Quando decide que afinal se faz tarde e que tem de apanhar o transporte, entra e a outra desvairada entra atrás e toca de se engalfinhar naquela que lhe tinha ido à "tromba". Outros passageiros, corajosos ou mais loucos ainda, tentam separá-las enquanto tentam segurar uma dentro do comboio e a outra do lado de fora. O funcionário que está na plataforma e cuja função é assinalar ao maquinista que pode seguir viagem, fica impávido, qual fiscal de linha, a ver a cena desenrolar-se ora fora, ora dentro, do comboio e espera pacientemente pelo desfecho. Os passageiros, os tais corajosos ou mais loucos ainda, lá conseguem separar as doidas (uma dentro, outra fora), o funcionário faz sinal ao maquinista com a sua bandeirinha vermelha e ouve-se o aviso de que as portas automáticas vão fechar. O comboio segue caminho, não sem antes uns insultos de parte a parte, gritados através do vidro, em que as doidas se chamam de feias. Nisso tinham elas razão: não só eram mulheres/homens feias/os (!), como foram umas feias por nos fazerem chegar atrasados à estação seguinte!
Eu... divirto-me a observar estas interacções, perco-me em pensamentos mais ou menos profundos sobre a sociedade onde me insiro e vou também brincando com o meu smartphone, lendo um livro/Kindle, ou simplesmente olhando pela janela, embalada pelo agradável movimento do comboio nos carris :-)
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domingo, 27 de outubro de 2013
Nós temos os cães de loiça...
Os australianos têm os cangurus de loiça! Ah ah ah ah ah ah ah
Vi no mercado e não resisti... Isto numa vivenda de emigrantes na aldeia faria um sucesso!!!! Acho que vou comprar o grande e o pequeno para quando voltar a Portugal para gozar a reforma, eh eh eh eh eh eh eh eh eh
Posted via Blogaway
Vi no mercado e não resisti... Isto numa vivenda de emigrantes na aldeia faria um sucesso!!!! Acho que vou comprar o grande e o pequeno para quando voltar a Portugal para gozar a reforma, eh eh eh eh eh eh eh eh eh
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Local:
Taringa, Australia
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Um pequeno eco-sistema em casa
Chegámos a casa tarde de uma festa. Sentámo-nos no sofá, antes de ir para a cama, cada um agarrado aos seus telemóveis em silêncio. De repente, o Homer diz: "Gostava de ter um daqueles jarros que têm um eco-sistema lá dentro!"
Depois de uma sequência de perguntas da minha parte e explicações técnicas/científicas da parte dele seguiu-se a pergunta mais pertinente: "Porquê?" ao que ele responde muito prontamente: "Era um bom artigo de decoração!". Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah....
Depois de uma sequência de perguntas da minha parte e explicações técnicas/científicas da parte dele seguiu-se a pergunta mais pertinente: "Porquê?" ao que ele responde muito prontamente: "Era um bom artigo de decoração!". Ah, Ah, Ah, Ah, Ah, Ah....
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Nem o bacalhau escapa...
Segunda-feira de manhã. O despertador toca e eu viro-me para o lado ensonada. O Homer entra no quarto, já de duche tomado para me perguntar o que eu quero para o pequeno-almoço. (Tomamos sempre o pequeno-almoço juntos e não há melhor maneira de começar o dia!). Olha para mim e desabafa: "as coisas em Portugal estão tão más que até o bacalhau já é falsificado..."
Enrolo-me mais debaixo das mantas e penso no quanto detesto as segundas-feiras...
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segunda-feira, 18 de março de 2013
O boletim meteorológico
Há uns bons anos atrás eu fartava-me de rir com a mãe de um amigo que nunca perdia o boletim meteorológico na televisão. Ingénua, não percebia a importância do bom tempo...
Quase sete anos a viver no Norte da Europa e não só passei a entender a necessidade e curiosidade de saber a temperatura, como isso passou a fazer parte integrante do meu dia-a-dia. Todos os dias havia uma conversa acerca do tempo e/ou temperatura e não era só para encher chouriços: era mesmo uma preocupação genuína e um interesse verdadeiro!
Quando nos mudamos para a Austrália, uma das nossas grandes alegrias, foi, de facto, o sol e o bom tempo pelo qual o país é conhecido. Contudo, no último mês, sensivelmente, tem chovido sem parar... Até parece que a chuva nos passou a perseguir, arre! Desde que chegámos, já passamos por dois grandes períodos de cheias, por dois ciclones e por um período de fogos florestais. Felizmente, não fomos afectados por nenhum destes incidentes pessoalmente, mas apanhámos alguns sustos a olhar pela janela! A temperatura, essa, tem sido sempre bastante agradável e apesar da chuva nunca vesti sequer um casaquinho de malha.
Ora, aqui estamos a entrar no Outono e ainda ontem tivemos um dia de praia excelente com temperaturas acima dos 30 graus. Mas os australianos já começam a sentir o frio. Ainda noutro dia uma moça queixava-se que agora as manhãs já estavam frias... Eu saio às 06:40 de casa e a temperatura mais baixa a essa hora foi de 18 graus... Um dia de verão no Reino Unido portanto, lol
Agora vinha do supermercado, de havaianas nos pés, um fantástico final de dia de 23 graus, e cruzei-me com uma moça de kispo!!! Não era apenas um casaco de malha, era um kispo!!! Fechado até acima!!!
A verdade é que eu agora sei dar valor ao sol, e ao calor, de uma forma que enquanto vivi em Lisboa nunca soube. E só por isso já vale a pena ter vivido tantos dias debaixo de céus cinzentos ;-p
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Qual "Jingle Bells", qual carapuça!
Ouvi pela primeira vez esta "fantástica" música de Natal este ano!
Não só a musiquinha lembra-me tudo menos o Natal mas a letra fez-me desatar a rir. Rapidamente, constatei que é um clássico por estes lados e por isso não resisti a partilhar ;p
A minha parte favorita da letra, que espelha o sentimento natalício no seu esplendor é:
You're a punk
You're an old slut on junk
Lying there almost dead on a drip in that bed
You scumbag, you maggot
You cheap lousy faggot
Happy Christmas your arse
I pray God it's our last
ah, ah, ah, ah, ah, ah...
sábado, 12 de novembro de 2011
A linguagem indecifrável dos informáticos

O Homer é informático e como tal estou sempre a gozar com ele por causa da linguagem que ele utiliza e que só outros informáticos entendem. Quando ele se junta com outros amigos/colegas é pior ainda pois quem não domina este mundo fica literalmente a apanhar bonés. Contudo, já chorei a rir com algumas das situações geradas por isto ;-p
Quando me perguntam o que ele faz eu explico por traços muito genéricos e de um modo leigo. Quando a pessoa que faz a pergunta percebe do assunto uso sempre o famoso 'ele que explique', lol
Ora quem trabalha com eles, os informáticos, sabe a dor de cabeça que pode ser decifrar aquelas cabeçinhas, linguagem e instruções. No outro dia no trabalho, tivemos um problema na rede telefónica e enviei um email para o fulano que trata do assunto. A resposta que recebi foi de me levar às lágrimas:
The change that fixed this was only applied on one of the asterisk servers so when we failed over last week the change wasn't there. The change was actually created in the config, but not "applied". This was set up as a failsafe to stop asterisk applying changes via puppet that might affect the queueing module.
No final desta bela descrição, em que fiquei a saber ainda menos do que aquilo que até então sabia, ele lá me disse que o problema tinha sido resolvido e que tinha voltado tudo ao normal.
Agora pergunto eu: será que ele pensa que alguém que não faça o mesmo trabalho que ele vai perceber o que ele escreveu? Se esta informação me é totalmente inútil para quê perder tempo a escrevê-la? Não seria mais simples dizer só que já estava tudo ok? Que raio é o puppet?! A mim faz-me lembrar fantoches e eu não gosto nada de bonequinhos que ganham vida!!!
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Amor é...

O Homer tem viajado bastante a trabalho e isso deixa sempre saudades. Antes da última partida fomos jantar os dois a um restaurante novo para passarmos um serão agradável. Afinal de contas, seriam duas semanas sem nos vermos!
A meio do jantar, não sei já que rumo a conversa tomou, ele explicou-me que as formigas carregam folhas maiores do que elas mas que não as comem. Elas levam as folhas para alimentarem um fungo qualquer, que vive debaixo da terra, e do qual elas se alimentam.... Há lá discurso mais romântico?!
Na véspera do se regresso estávamos ao telefone "ai, tenho tantas saudades! Ainda bem que amanhã já estaremos juntos! mimimimimi...." e ,ele sai-se com mais uma pérola de sabedoria. Afinal, os chineses comem com paus pois um cavalheiro não deve ter uma "arma de guerra", faca leia-se, à mesa. Logo, isso faz de nós os barbaros, per say.
Agora digam lá, se o meu homem não sabe manter a chama da paixão acesa! Qual rosas vermelhas, serenatas ou noites escaldantes de tango!!! Naaa, nada disso, factos interessantes (dependente do ponto de vista!) e inúteis! Isto sim, é AMOR!
domingo, 19 de junho de 2011
Too bad to be true

Acho que vou comprar esta t-shirt para levar para o trabalho ;p Senão vejamos...
A C. é vegetariana e o T. estava a questioná-la sobre isso. Às tantas, pergunta-lhe:
T. - What about leather? Do you use leather shoes and such?
C. - No, nothing that comes from animals....
A S. que estava a ouvir a conversa sai-se com esta pérola de sabedoria que deixou todos de queixo caído:
S. - Aaahhmm, which animals are made of leather?!
E não, ela não estava a gozar............
quinta-feira, 10 de março de 2011
Pobres e mal-agradecidos

Na minha chafarica temos umas destas famosas vending machines e como o patrão é fixe colocou uns preços muito simpáticos nos snacks e bebidas. Mas por estas bandas o IVA também não dá tréguas e ontem os preços das bebidas aumentaram.
Estava um colega na máquina a colocar moedas para tirar uma coca-cola e de repente oiço-o a reclamar que tinham aumentado a bebida de 30p para 40p. Primeiro pensei que ele não tinha moedas suficientes e ofereci-me para lhe dar os restantes 10p. Qual não é o meu espanto quando ele me mostrou a sua grande indignação pelo preço da cola e me disse que já nem lhe apetecia beber nada.
Entraram mais duas pessoas na sala e ele fez questão de se ir queixar a ambas do aumento das bebidas. Ora eu gostava de saber onde é que ele consegue comprar uma lata de 33cl de coca-cola por 40p????!!!! Para além disso, não é um bem essencial, por isso se acha demasiado caro não compre e cale-se!
Isto sem falar que temos leite (magro, meio-gordo, gordo e de soja), pão (branco ou escuro), manteiga (duas ou três diferentes), manteiga de amendoim, nutella, compotas diversas, uma enorme variedade de chá e café tudo gratuito e à discrição. E aquela alminha não se calava com o preço da coca-cola!!!!
Há pessoas que nunca estão satisfeitas e só estão bem a reclamar, caramba! Para além disso, não suporto pessoas que cospem no prato onde comeram! O que é que aquela alminha quer mais???!!! Na maior parte do escritórios tem que se pôr uma moedinha para se tirar um café que seja e aquele fulano ficou engasgado com o aumento de uma bebida que mesmo depois do aumento continua mais barata do que nos supermercados (no Tesco, por exemplo, custa 59p, eu dei-me ao trabalho de ir ver!).
Será que não têm mais nada com que se ocupar?!
sábado, 26 de fevereiro de 2011
A estupidez é um poço sem fundo!
Novamente o mesmo colega, novamente uma conversa surreal...

A fita de prender o meu badge estava sempre a abrir e eu decidi trocá-la por uma que recebi de oferta quando fui ver o Dalai Lama. A fita diz por isso mesmo "Dalai Lama in Nederland 2009".
Então o "génio", vira-se para mim e diz:
Colega: So, what is Dalai Lama?!
Eu: You´re serious????!!! You don´t know who Dalai Lama is?
Colega: No...
Eu: Have you´ve heard of Tibet?
Colega: What´s that?!
Eu: Not what, where! It´s a country, not far from China. Dalai Lama is their spiritual leader.
Nesta altura já outras 3 pessoas se tinham juntado à conversa e de repente uma diz qualquer coisa do género "He is kind of like Gandhi..."
E sim! Ele perguntou: "Who´s that?! .... Is he African then?!"
Não consigo descrever o resto da conversa mas garanto-vos que foi cheia de gargalhadas e momentos de pura e genuína incredulidade ;))
No final ainda diz que é muito inteligente para as matérias da escola mas que não sabe nada de cultura geral... Really????!!!! Who would have guessed????!!!!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Conversas surreais

Esta conversa aconteceu de verdade, não é uma piada!
Colega: So, where were you living previously?
Eu: In The Netherlands.
Colega: Oh... is there where Peter Pan comes from?
Eu (após uns segundos de estupefacção...): No... That´s Neverland!
Colega: Ah, right! So where is Neverland?
Eu (a controlar-me para não me rir!): Neverland doesn´t really exist! It is an imaginary place!
Colega: You´re kidding!! Really?!
Não tenho comentários a tecer ;p
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Primeiro estranha-se, depois...
... depois estranha-se outra vez. O buda e o pai natal juntos é no mínimo bizarro!
Esta mania de querer agradar a gregos e troianos é algo que me causa alguma urticária. Ora se o restaurante é chinês, os donos e os empregados são chineses, a comida é chinesa, a decoração é chinesa, porque carga de água é foi lá parar o pai natal (e a árvore com luzinhas a piscar e tudo!)?! Não entendo...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O que é um swapnil?!
Se na Holanda vivemos a experiência de conviver com pessoas de diversas nacionalidades aqui essa experiência é ainda mais notória. Da última vez que fui ao Ikea ouvi português de Portugal, português do Brasil, polaco, indiano num só corredor!
Ora este multiculturalismo traz consigo muitas situações no mínimo cómicas. Noutro dia o Homer falava comigo acerca do carro do colega. E no meio da conversa diz: "Ele está muito satisfeito com as revisões da Mercedes, até levou o swapnil e os fulanos foram impecáveis!"
Na minha mais pura ignorância: "O que é um swapnil?" perguntei, pensando ser uma peça qualquer do carro....
"Um Swapnil é uma pessoa! Um colega de outro departamento!" (indiano, entenda-se.)
A risada durou alguns minutos!
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Futebol, a loucura das massas!
Quando o Homer nasceu, o pai, depois de o visitar na maternidade, dirigiu-se ao Estádio da Luz e inscreveu-o no Benfica. Escusado será dizer que quase 33 anos depois a "doença da bola" é forte por estas bandas ;-)
Há cinco anos atrás ele fez uma promessa: se o Benfica for campeão vou rapar o cabelo!

Aqui está a prova até onde o amor à camisola leva os adeptos ferrenhos, LOL Este ano não houve carecadas mas houve alguém que não largou o computador e que muito se emocionou a ver as ruas de Portugal pintadas de vermelho.
Não gosto particularmente de futebol, não percebo nada do assunto, mas simpatizo com o Benfica. Talvez porque o meu pai também é um fervoroso adepto e já tive dois cães, em pequena, com o nome do clube! Fico contente pela taça e pelo campeonato! Mas o que me deixa sempre triste é a rivalidade entre os adeptos, a violência e a falta de desportivismo a que assistimos nestas ocasiões...
Parabéns! "SLB, SLB, Glorioso SLB, Glorioso SLB!!!"
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terça-feira, 2 de março de 2010
Com a cabeça nas nuvens

Por vezes, sou demasiado distraída ;-) O que me leva a fazer coisas que não lembrariam a ninguém...
Por isso, sou perita em acidentes domésticos. Desde me engasgar com a tampa de um iogurte líquido, apoiar a mão numa tomada sem protecção e cortar um pulso com uma embalagem de fiambre, já me aconteceu de tudo um pouco!
Hoje estava a colar umas coisas com super cola (produto que me deveria ser interdito, bem como facas afiadas e afins!) e, como não podia deixar de ser, dei por mim com um dedo colado à peça. Qual a atitude a tomar? Passar com água quente? Pedir ajuda ao Homer? Não! Puxar o dedo com força e levá-lo de imediato à boca! Digamos que acabei com super cola na ponta da língua, LOL
O Homer chorou a rir... Aparentemente, só eu é que faço destas ;-)
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A amizade não segue convenções sociais...
Quantas vezes nós, humanos, podemos aprender grandes lições de vida com os animais?! É que para eles a amizade é algo simples, desinteressado, sem críticas ou reservas... Algo intuído, que comanda o coração e a acção de modo a cuidar, em primeiro lugar, do Amigo...
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