Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Ah, e tal... eu é mais livros!

   Não tenho escrito por aqui, não porque não se tenha passado nada mas porque tenho andado muito introspectiva. Contudo, tenho lido bastante e até tenho saído frequentemente, especialmente para dançar ;-)
   Mas hoje venho aqui falar dos livros que tenho lido,  alguns muito bons!

  
   O primeiro é o "All The Light We Cannot See" do Anthony Doerr. Confesso que me chamou a atenção na prateleira da livraria por ter ganho o Prémio Pulitzer. Trouxe-lo para casa e assim que o comecei a ler não mais parei. Quando o acabei senti um vazio... A estória é triste e cruel mas ao mesmo tempo tão, mas tão, bonita pela forma como nos é contada: duas crianças que crescem do lado oposto da guerra, que são forçadas a crescer rapidamente perante um mundo em ruínas,  a perda da sua inocência e ao mesmo tempo a sua luta pela salvação de uma réstia de humanindade.
   *Só vi o vídeo do autor (no link em cima) depois de ter lido o livro e fiquei feliz por ter sido totalmente surpreendida pela estória. Aviso desde já que o vídeo revela um pouco demais, para o meu gosto, para quem quer ler o livro.

   Segue-se o mais novo da Isabel Allende, "The Japanese Lover". Uma estória de amor com encontros e desencontros numa dinâmica muito característica de Isabel Allende. As falhas humanas e o inevitável sofrimento fazem sempre parte das suas narrativas  pois não são dissociaveis da vida em si. As personagens são complexas e ao longo do livro vamos descobrindo as suas diferentes facetas e as múltiplas camadas de que são compostas.

   O regresso de Lisbeth Salander fez com que comprasse o novo livro da série Millennium com muita curiosidade: The Girl in the Spider's Web. É certo que li os três livros anteriores há alguns anos mas a verdade é que não encontrei um tom ou registo diferente neste livro. Isto para mim significa que encontraram o ghost writer certo para terminar o trabalho começado por Stieg Larsson. Mais uma vez, a acção nos capta a atenção, o suspense nos mantém presos à página e o desenrolar da estória nos desperta a curiosidade até ao final. 

  Sabia que a Kate Moss não haveria de desiludir e por isso pensei que o "The Winter Ghosts" seria uma boa escolha. De facto, não me enganei. É uma bonita estória onde o mundo espritual e o físico se entrelaçam e onde o passado e o presente se misturam num mesmo espaço e tempo. É um livro sobre sarar o tipo de feridas tão profundas que nos obrigam a reinventarmo-nos.

   Nem de propósito, tinha acabado de ler o "Number Zero" do Umberto Eco quando soube da notícia da sua morte. Não conheço muito da sua obra para além de "O Nome da Rosa" e confesso que este livro não me preencheu. O contexto e a teoria da conspiração que lhe dá vida são interessantes mas senti que a partir de um certo ponto foi despachado. Soube-me a pouco...

   Com as vistas que vieram de Portugal pelo Natal vieram 3 livros em português. Tão bom! O primeiro era pequeno mas muito intenso, "Morreste-me" de José Luís Peixoto. É uma pequena prosa, muito bonita e extrememente pessoal, dirijida ao seu pai. Cada um terá a sua própria interpretação mas eu achei de uma tremenda coragem a partilha.



   E claro, vieram os dois últimos do José Rodrigues dos Santos. "A Chave de Salomão" já marchou e  'As Flores de Lotus" não deve tardar muito... Estou a ser poupadinha para poder saborear os livros na minha língua materna. Embora, leia perfeitamente em inglês, e goste!, é muito bom ler sobre as nossas referências culturais. É impagável ler um relato em que o personagem estaciona o carro perto da Praça de Espanha e ser inundada de memórias daquela zona perto da minha faculdade.
   Como em todos os livros do José Rodrigues do Santos aprendi imenso. Desta feita, acerca de fisica quântica! Mas confesso que estou cansada do protagonista, Tomás de Noronha, e das suas inacreditáveis aventuras. A fórmula funcionou bem nos primeiros livros mas para mim já perdeu o encanto. Os diálogos em que ele explica conceitos tão complexos como as experiências para encontrar o bosão de Higgs à bond girl deste livro são tão improváveis que dói. E há muitas questões práticas que são ignoradas, tais como não se poder apanhar um avião para outro país sem passaporte. Fez-me lembrar um flop do 007 em que há um acidente no metro de Londres em plena hora de ponta mas todas as carruagens estão vazias ;-p


   No Natal ofereci o "Amazing Fantastic Incredible: A Marvelous Memoir" ao Homer. Basicamente, é um livro ilustrado que retrata a vida do Stan Lee, o homem por detrás de personagens como o Homem-Aranha, Hulk, Thor, e os X-Men, entre outros. Embora goste mais do Astérix, esta manhã roubei este livro da mesa de cabeceira do maridão e estou a adorar ler os quadadrinhos :-)

 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Les Misérables

   Vou sabendo dos espectáculos que estão em cena nesta cidade através da publicidade nos autocarros! Quando vi que Os Miseráveis iam estar em cena fiquei logo cheia de vontade de ir ao teatro. Curiosamente, não conhecia a história nem nunca tinha visto nenhuma adaptação cinematográfica (nem mesmo com o jeitoso do Hugh Jackman!) por isso decidi ler o livro em primeiro lugar.

   A leitura foi um misto de prazer e tortura ;-) O enredo e o desenrolar da acção, bem como a evolução das personagens, são muito interessantes e intrigantes mas pelo meio há muitas descrições pormenorizadas sobre tudo e mais alguma coisa que me deixaram enfadada.  Dei por mim,  pela primeira vez na vida,  a passar à frente páginas de um livro não lidas e a ler na diagonal alguns excertos.          
   Nunca tal me tinha acontecido com nenhum outro livro anteriormente e foi uma sensação estranha mas confesso que não tenho interesse em ler 5 capítulos dedicados aos diferentes sotaques e pronúncias de Paris,  ou três capítulos que descrevem a rede de esgotos da cidade.

   Terminei o livro,  não na íntegra ;-p,  e comprei bilhetes para irmos ao teatro. O musical é bastante fiel à história e a produção foi excelente. O efeito de comic relief pelos personagens mais detestáveis no livro,  os Thenardiers,  foi uma boa surpresa e muito bem conseguido.
   Um dramalhão que cantado parece menos cruel.  Uma lição de bondade e elevado código moral que não encontramos no nosso mundo actual. Afinal de contas, hoje também já ninguém morre de amor...

sábado, 13 de junho de 2015

Game of Thrones: The Musical



Depois do sketch do George Clooney na Downton Abbey,  os Cold Play juntam-se ao elenco do Game of Thrones para o Red Nose Day.
Muito bom :-)

domingo, 23 de novembro de 2014

Todas as Palavras de Amor - Ana Casaca

   Descobri a Ana C. através do seu blog e desde logo me tornei assídua seguidora. Ultimamente, a Ana C. não tem blogado muito e sinto falta das suas palavras. Quando recebo um update no feedly fico logo entusiasmada de ir ler as suas "crónicas".

   Na altura fiquei curiosa de ler o seu primeiro livro que carinhosamente já passeou comigo da Holanda à Áustria onde foi lido, veio em caixas de livros na mudança de país para Inglaterra e depois para a Austrália. Quando soube que ela tinha lançado mais um livro no ano passado entrou logo para a minha lista de compras! Encomendar livros de Portugal para entregar na Austrália é dispendioso e por isso esperei que uma mala de viagem me trouxesse as palavras da Ana.
Lone Pine Koala Sanctuary
   Li o livro de um tiro e com muito entusiasmo! Gostei dos desencontros, da busca de nós mesmos, das palavras que escrevemos e não dizemos, da rotina do dia-a-dia que vai apagando a luz do nosso viver. A Ana sabe escrever sobre o Amor. A Ana sabe fazer-nos sonhar com um Amor cúmplice onde as palavras são o instrumento e o porto seguro. A Ana sabe tocar-nos e agarrar-nos às páginas que escreve.
   
   Gostava de acreditar que na vida muito se poderia resolver em cartas de amor. Gostaria de acreditar que todos temos a capacidade de nos exprimir de uma forma tão cristalina como nas cartas de amor da Ana. Tristemente, não consigo... Talvez algo se tenha já quebrado em mim... E isso é, na minha humilde e leiga opinião, a única falha deste livro. As personagens tem todas elas uma voz semelhante e uma capacidade de expressão (mesmo aqueles que acusam esta lacuna) que não reconheço na vida real,  fora das página dos livros.

   O mais fascinante para mim é que através do blog e dos seus livros a Ana partilha connosco tanto de si, do seu mundo e do seu coração sem se expor de forma fortuita ou despropositada. Partilha o seu intelecto, o seu sentido de humor apurado e até o seu sarcasmo. Admiro o seu trabalho (ou aquilo que dele conheço) e desejo-lhe os maiores sucessos. Entretanto, a Ana já lançou um novo livro e tenho a certeza que uma edição me chegará em breve às mãos :D

   Well done Ana C :D

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A loucura do Game of Thrones


   Quando ouvi falar a primeira vez achei que não seria o meu género, afinal não sou dada a fantasias e não gostei do Senhor dos Anéis (nada a ver!!)... A primeira temporada passou, com muito boas críticas mas eu não vi....
   Quando começou a segunda temporada, o Homer estava todo excitado e convenceu-me a ver. Gostei! Vi todos os episódios de seguida (1ª e 2ª temporadas) e fiquei presa à história, às intrigas, aos personagens. Achei a sombra que mata o Renly um bocado demais mas afinal já tinha aceite a presença dos dragões por isso....
   Terceira temporada... Red Wedding... boquiaberta... OMG isto promete!!!
   Quarta temporada, cada episódio, nova reviravolta! Eh pá isto está a ficar cada vez melhor! Raio do Joffrey que nunca mais morre, olha morreu!... Ai o anão que vai preso, ai o Mountain que está a levar a tareia que merece, ai caraças que o cérebro do príncipe explodiu! Olha, o velho que levou um tiro de besta na sanita!!!

   A série acaba e em conversa o D. conta-me que ficou completamente apaixonado pelos livros. Ele que adormece de cada vez que pega num livro (como é possível??!!) leu todos os livros num ápice (velocidade de não-leitor, claro!) e garante que são muito bons. Ainda por cima, o J. já me tinha arranjado os primeiro 4 e-books gratuitos...
   Bom, devorei (metade do tempo de D. ;-p) os 5 livros, 7 volumes, e posso dizer que adorei :D Mal posso esperar pelo novo livro!!! 

   A série é feita para o público americano por isso é condensada, muitas coisas são alteradas e inventadas, tais como as cenas de sexo da primeira temporada, a homossexualidade do Renly, a meretriz Rose, etc. Tudo para ter mais impacto visual! Os livros são escritos na voz dos mais diversos personagens, o que nos faz ver os mesmos eventos através de diferentes perspectivas e conhecer a fundo a complexidade de todos os envolvidos neste jogo pelo poder.
   As intrigas e a estratégia são o mais cativante, na minha opinião. E há todo um mundo que não nos é dito e que leva às mais diversas teorias. Quem é a mãe do John Snow? Será que o anão afinal tem sangue de dragão? Até onde vão os poderes do pequeno Bran?
   As surpresas são tantas, tantas! À medida que ia lendo os livros e afastando-me dos eventos retratados na série sentia-me que cada vez mais presa à história. Houve momentos em que tive de pegar no telemóvel e enviar mensagens ao D. sobre as revelações que ia descobrindo. Até raptei momentaneamente o  L., durante um jantar em Lisboa, para falar acerca dos livros e de todas aquelas coisas que os presentes que apenas vêem a série não sabem...
   A Anita dizia-me, e com razão, que quem não leu/lê os livros e apenas conhece a história retratada na série não sente estar a perder nada. Claro que faz todo o sentido mas depois de ser ler os livros não mais se olhará para a série da mesma maneira! É que os livros são mesmo mesmo muito bons :D

terça-feira, 22 de abril de 2014

Mais livros...

  No Natal recebi os três últimos livros do José Rodrigues dos Santos. Dado ao tamanho de cada volume, quase que tenho uma prateleira só dedicada a ele pois tenho todos os seus outros livros! Gosto bastante da sua escrita e já aqui falei dos seus livros. Mais uma vez não fiquei desiludida e num instantinho os "despachei".
   "A Mão do Diabo" aborda o tema da crise e embora os diálogos entre os intervenientes na acção sejam pouco plausíveis de acontecerem assim, a verdade é que explicam muito bem a realidade que se vive na Europa e explica os motivos pelos quais a nossa economia está tão debilitada. Aprendi algumas coisas com este livro, pois sou uma mulher das letras e não dos números, e confirmei muitas das opiniões que tinha. Embora seja um livro de ficção a corrupção que acusa é bem real e da mesma forma a impunidade dos "grandes".
   "O Homem de Constantinopla" e "Um Milionário em Lisboa" relatam a história da vida de Calouste Gulbenkian. Novamente, Rodrigues dos Santos pega em factos históricos e escreve um (dois) romance(s) que nos transporta por Istambul, Paris, Londres e pela Lisboa de Salazar. Vivemos a dizimação do povo arménio, as negociatas do petróleo, e o nascimento da Fundação que é hoje conhecida por todos os portugueses. É uma leitura muito interessante, de uma vida cheia de reviravoltas, ambição e objectivos definidos e alcançados.

   Como presente de Natal recebi também o "Sing you Home" da Jodi Picoult. Dela só tinha lido o "The Storyteller" sobre o qual aqui escrevi. Este livro é também ele muito interessante e cativante. Fala acerca da  adopção por casais homossexuais, assunto muito em voga ultimamente, sobre as angústias de casais inférteis e sobre cultos que usam a palavra de Deus para os seus jogos de poderes. Não só os temas são actuais como as personagens são complexas, cheias de virtudes e defeitos. A protagonista utiliza a música como terapia para ajudar doentes e o livro é por isso acompanhado de um CD com músicas especialmente compostas para acompanhar determinadas partes do livro.

   Depois de ver um documentário sobre o Bruce Courtenay, sul-africano que escolheu a Austrália como seu país adoptivo, decidi ler o seu livro favorito. "Four Fires" fala de uma família bogan (um termo muito Aussie!) que faz por mudar a sua sorte. A acção passa-se ao longo de vários anos e vai abordando temas como a Grandes Guerras, a emancipação feminina, a homossexualidade, a luta de classes, o stress pós-traumático, etc.
   Ao longo do desenrolar da acção a cultura australiana é nos apresentada de uma forma honesta e despretensiosa, muito ao jeito do que é actualmente, desde o combate aos incêndios no mato, à moda pós-guerra, à vida escolar e à discriminação para com os aborígenes e refugiados de guerra. A quantidade de expressões australianas é imensa o que resultou em muitas anotações no meu Kindle ;-) Gostei imenso deste livro pois ensinou-me tanto sobre este meu novo país e transportou-me no espaço e no tempo.

Da Joanne Harris li também o "The Lollipop Shoes" que é uma espécie de seguimento do "Chocolate". O primeiro livro tinha-me enchido os sentidos e deixado de água na boca. Este não nos transporta para o imaginário da chocolataria que podemos cheirar e saborear através das páginas do livro mas sim para um mundo de magia, onde as forças do bem e do mal estão em luta constante. A nossa essência persegue-nos, não podemos negar quem e aquilo que somos e quando o vento muda de direcção não adianta fugir-lhe. Uma leitura leve mas cheia de mistérios.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

As minhas mais recentes leituras

 
O meu escritório e alguns dos livros mais viajados de sempre ;-p

  Os últimos tempos têm sido bastante frutíferos no que diz respeito a leitura. Deixo-vos aqui alguns títulos e sugestões para as férias de Natal ;-)

Citadel - Kate Moss
Já tinha lido alguns livros da Kate Moss e gosto muito da sua escrita. Este livro é passado durante a Segunda Guerra Mundial e fala um pouco da resistência francesa. A estória leva-nos a um universo onde rapidamente se perde a inocência e onde é impossível viver indiferente às injustiças. Jovens que vêem os seus futuros destruídos e que apesar do medo e do cansaço sentem que têm de lutar.

Maya´s Notebook - Isabel Allende
Desta feita, Isabel Allende dá voz a uma adolescente rebelde que se deixa dominar pelos sentimentos intensos que não sabe processar. Em busca de si mesma, e de uma forma de resolver as dores que lhe apertam o peito, mete-se em verdadeiros e complexos sarilhos. Acaba por ter de aceitar refúgio numa terra remota no Chile onde a vida tem o seu próprio ritmo e onde aprende a crescer.

Inferno - Dan Brown
Dan Brown volta à sua fórmula de sucesso com um mistério por desvendar, o professor universitário, a bela e o malvado. Sim, é mais do mesmo... mas o tema do livro é interessante (a sobrepopulação do planeta) e acabamos por ficar presos à acção e a curiosidade faz com que nos custe pousar o livro.

The Rembrandt Affair - Daniel Silva
Curiosamente, tinha acabado de ler este livro quando ouvi a notícia dos muitos quadros valiosos que foram encontrados e que tinham sido "desviados" por nazis. Pois neste livro o mercenário Allon (personagem recorrente nos livros de Daniel Silva) vai em busca de um quadro de Rembrandt que está desaparecido desde a Segunda Guerra Mundial e que esconde segredos sobre algumas actividades que os alemães usaram, durante a guerra, para enriquecer os seus próprios bolsos. É um livro intrigante e com uma estória de fundo que nos transporta de novo ao universo de injustiça e de malvadez da guerra.

The Satanic Verses - Salman Rushdie
Há pouco tempo atrás apanhei uma reportagem na televisão acerca da vida do Salman Rushdie. Falava das ameaças de morte após a publicação deste livro, do seu exílio, do impacto que isso teve nos seus familiares. Decidi que estava na altura de ler o livro que estava na base de tanta controvérsia.
O livro não tem uma leitura fácil pois são muitos os personagens, complexos todos eles, muitos os locais, muitos os tempos. Mas percebi porque é que o mundo islâmico não estava preparado para este livro, afinal de contas são apontados muitos dedos em riste. Desde o escriba do profeta que altera os textos divinos ao arcanjo que comete suicídio pois acredita sofrer de alucinações.

O Tímido e as Mulheres - Pepetela
Como sempre, o Pepetela não desilude. É um livro pequeno e com uma estória aparentemente simples. Contudo, o retrato da Luanda actual, onde a corrupção dita as regras, os prédios crescem como cogumelos e os políticos compram votos com barris de cerveja, é imperdível.

Life & Laughing - Michael McIntyre
Quando fomos assistir ao espectáculo ao vivo do Michael McIntyre uma colega disse-me que estava a ler o livro dele e que estava a achar bastante divertido. Fiquei curiosa e de facto muitas foram as gargalhadas que dei a ler o livro. A vida dele é de facto cheia de momentos cómicos que enriqueceram sua comédia. Mas há também uma parte bastante séria que tem a ver com o seu percurso como stand-up comedian. Foram 7 anos duros, com muitas rejeições, até à oportunidade que lhe abriu as portas ao sucesso que hoje tem. É muito interessante conhecer um pouco mais do homem por detrás da piada.

   E no Domingo chega a mãe do Homer de Portugal e na mala vêm mais alguns livrinhos para mim :D

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Don´t judge a book by its cover...


   Há livros que nos chamam a atenção na livraria e cuja leitura da sinopse nos desperta o interesse. Foi o caso d´O Novíssimo Testamento do Mário Lúcio Sousa. A estória parecia ser bastante interessante, cheia de humor e ironia: Jesus ressuscitava no corpo de uma mulher em Cabo Verde. 
   Contudo, para mim a leitura foi como mascar uma pastilha elástica sem sabor, sem oportunidade de a deitar fora pois não há um caixote por perto. Tentamos esquecer que temos aquela porcaria na boca, continuamos a mastigar distraidamente embora já nos doam os maxilares e a consistência da pastilha começa deteriorar-se lentamente. 
   Embora a ideia fosse boa e eu tivesse curiosidade até ao final sobre o que ia acontecer, a leitura foi super maçuda, cansativa e nada prazenteira. A arte de escrever sem pontos finais não é algo que se possa copiar ao Saramago, pois se a escrita deste era envolvente, noutros casos não faz sentido e torna-se numa verborreia terrível.

   Depois há outros livros que apresentam uma história simples e nos surpreendem pela forma como estão bem escritos e nos transportam para um mundo de personagens complexas, imperfeitas, humanas. Foi assim com o Casual Vacancy da J. K. Rowling. Estava com um certo receio de ler algo que nada tinha nada a ver com o mundo do Harry Potter e ficar desiludida mas pelo contrário fiquei ainda mais fã da senhora!
   A estória desenrola-se numa pequena comunidade inglesa e aos poucos entramos na vida, nos segredos e nos receios de cada um dos moradores. Desde o pai que bate na mulher e nos filhos, à mulher casada e aborrecida que fantasia com aventuras amorosas, à mãe drogada que está prestes a perder a custódia dos seus filhos, etc, etc, etc. Uma comunidade onde há um pouco de tudo e onde as aparências pouco revelam do que se passa à porta fechada. Como na própria vida, aliás! 
   Recomendo vivamente :-)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Para as fãs do Harry Potter


Vi isto no Facebook e fartei-me de rir! Quem diria que o nerd se tornaria no borrachinho do grupo, ahm?!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O maravilhoso mundo Kindle ;-)

Broadbeach, Gold Coast
   Como presente de aniversário o Homer ofereceu-me um Kindle. Eu tenho para mim que foi uma estratégia para limitar o meu consumo livreiro, que se reflecte em muitas caixas pesadas que ele carrega aquando das nossas muitas mudanças, lol
   Não é a mesma coisa que virar as páginas de um livro, sentir o cheiro do papel, a textura da capa mas que é extremamente prático não há como negar. É super leve o que faz com que as minhas malas andem sempre consideravelmente mais leves, dá mais jeito para ler na cama pois posso mesmo deitar a cabeça na almofada sem ficar com os braços cansados, permite anotações de uma forma simples e intuitiva sem ter de procurar uma caneta ou lápis num momento menos prático, tal como nos transportes púbicos por exemplo, e os livros são bastante mais baratos.
   O grande problema é que são poucos os livros em português disponíveis na Amazon. Eu gosto de ler em inglês mas gosto muito de ler os nossos autores, na nossa língua e fico triste por constatar que a nossa literatura não é divulgada como eu gostaria. Afinal os portugueses (em Portugal) também hão-de querer fazer o download de livros por um preço mais simpático e os muitos emigrantes portugueses por esse mundo fora, com saudades de casa, seriam com certeza um grande mercado. 
   Na loja Kindle encontro nomes como Saramago com poucos títulos em português e vários títulos em inglês, espanhol e até italiano. Fico ainda mais possessa quando olho para os preços e vejo que as edições em português são o dobro do preço do que as edições traduzidas, por exemplo o livro "Todos os Nomes" custa 4.11 em espanhol e 9.40 em português!!! Quando procuro pelo José Rodrigues dos Santos, cujos livros tiveram imenso sucesso em Portugal, encontro alguns títulos em espanhol, italiano e até em alemão e nem um que seja em português...
   Curiosamente os livros do meu querido Pepetela estão todos disponíveis em português. E o melhor ainda é que descobri que ele tinha lançado um livro que ainda não constava da minha colecção (sim, eu tenho todiiiinhos!) e pude comprá-lo e lê-lo de imediato :-) 

Kindle, depois de muita resistência da "velha do Restelo", estás aprovado!!!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Os clássicos


Nesta onda de leitura compulsiva também me tenho virado para os clássicos. Estes podem ser descarregados no iBooks e no Kindle gratuitamente o que por si só é uma mais valia!
Li mais um livro do Oscar Wilde, An Ideal Husband, e como sempre não desiludiu. O livro está escrito como uma peça teatral o que lhe dá uma leveza e fluidez de diálogos. Transportou-me para aquela época e imaginei-me nos salões de Downton Abbey, lol
Entusiasmada pela leitura decidi dedicar-me à Jane Austen. Os filmes como o Senso e a Sensibilidade nunca me suscitaram grande interesse (desculpem se vos choquei com tal revelação!) mas estava com curiosidade em ler os livros. Peguei então no Persuasion e devo confessar que o livro aborreceu-me tremendamente. Aquelas questões de honra e dignidade, as questões existenciais das meninas que se querem dedicar à rambóia mas que estão demasiado obcecadas com as aparências, os valores invertidos da época aborrecem-me. O que eu gosto mesmo é do lado irónico do Eça que as partia logo a loiça toda ao trazer ao de cima "os pecados da Igreja", as cowboiadas entre irmãos, as indecências das adúlteras, etc. Mas estes engonhanços de
"ai ele olhou para mim, preciso de um momento para me recompor" cansam-me.
Sei que isto não é nada ladylike da minha parte mas o que eu gosto é de cenas escaldantes não daqueles que "não cagam nem saem da moita", como aprendi com uns amigos brasileiros, lol

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Como nem sempre a leitura é fácil...



Como disse, tenho lido bastante nas últimas semanas:

   Li a autobiografia do Dalai Lama. Foi un livro que li devagar e sobre o qual fui ponderando. As suas lições são de uma grande simplicidade mas ao mesmo tempo muitíssimo complexas. O seu percurso é interessante, conturbado e ao mesmo tempo cheio de esperança e amor.


   Li o "Equador" que há muito tempo habitava na estante à minha espera. Li o depressa, agarrada à intriga, ao desenvolvimento da acção, ao lado humano e ao lado histórico dos relatos. Não nutro pelo Miguel Sousa Tavares uma especial simpatia, nem sequer sei explicar porquê... Apenas não vou com a cara dele... Mas adorei o livro, a sua escrita e acho que o sucesso do livro é por demais merecido.


   Li o "A Monster Calls" que comprei no aeroporto há meses atrás. A estória pareceu-me um pouco juvenil mas a verdade é que me prendeu e me soltou as lágrimas. O que não é fácil com livros... 
   Talvez porque acho que um adolescente não deve perder a sua mãe, porque uma mãe não deve ser levada por uma maldita doença após tanta luta. Talvez por que a vida às vezes é cruel e difícil e já vi os meus sobrinhos a passarem por tal dor...


   Peguei também no "333". Tinha trazido este livro numa das minhas visitas a Portugal. Apenas o comprei pois o Pedro Sena-Lino foi meu colega de faculdade... Eu andava no segundo ano quando ele entrou para o primeiro ano e tivemos aulas de Latim I e II juntos. A grande diferença é que eu não pescava nada daquilo e o Pedro e o seu grande companheiro, cujo nome não me lembro, eram craques! Para eles o latim não tinha segredos e pior ainda eles gostavam daquilo. Ora isso é motivo mais do que suficiente para desconfiar de alguém, lol
   Fiquei curiosa e trouxe o livro comigo mas demorei muito tempo até me apetecer pegar-lhe. Quando o comecei a ler não me entusiasmou mas decidi insistir a ver se melhorava. A meio do livro estava a bradar aos céus com as tentativas pseudo-intelectuais, com a complexa linguagem com a estrutura desconexa. Pensei, fui eu dar dinheiro para isto! Insisti e finalmente na página 150 o livro tornou-se interessante mas o pior é que o livro só tem 173 páginas... 
   Achei que a ideia do livro era interessante mas na minha humilde opinião não conseguiu prender o meu interesse, a minha vontade de descobrir o que tinha acontecido aos 333 exemplares impressos e quais os segredos guardados no livro que levaram à sua destruição.
   Fico zangada de cada vez que perco o meu tempo com livros que não me saciam o prazer de ler e que me irritam com pretensões vãs! Tenho dito...

quarta-feira, 27 de março de 2013

The Storyteller


Há muito tempo que um livro não me prendia assim. Cruzei-me com ele numa livraria onde estava em destaque. Li a sinopse, fiquei intrigada e decidi trazê-lo comigo. E ainda bem que o fiz!
A estória é contada a várias vozes, cada uma delas complexa e fascinante: um homem que vive com o peso de um passado terrível e desprezível; uma sobrevivente do maior dos pesadelos da humanidade; uma jovem marcada por cicatrizes físicas e outras indeléveis; e uma ficção criada para fugir a uma realidade inconcebível...
É um livro que nos faz pensar, que nos faz reflectir sobre factos históricos que aprendemos na escola, um livro que nos enche de sentimentos diversos. Chorei, um choro que veio do mais fundo de mim, em algumas das passagens e por isso quando fechei o livro não senti que tivesse terminado por ali. As personagens continuaram comigo...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Life of Pi - Spoiler Alert!


Antes de apanhar o avião, ainda em Londres, fui à W&Smith gastar as libras que ainda tinha na carteira. Havia uma promoção de 3 pelo preço de 2 e eu não me fiz de rogada. Um dos livros que veio comigo foi o "Life of Pi" que já muitas vezes se tinha cruzado comigo. Só em pleno voo, quando consultava os filmes disponíveis, vi que a estreia deste filme estava reservada para o final do ano, início do ano novo. Quando vi o trailer fiquei cheia de vontade de ver o filme pois a fotografia e a imagem são cativantes!
Dediquei-me então à leitura do livro... A primeira parte é um pouco maçuda e não me estava a prender muito mas insisti... A segunda parte do livro (após o naufrágio) tornou-se muito mais interessante e de repente estava presa à estória e não me apetecia pousar o livro. Contudo, o final do livro deixou-me verdadeiramente perturbada e confusa...
Senti-me defraudada! Senti-me tonta por não ter questionado, por ter "caído na esparrela"... A verdade é que a estória ficou comigo, bem ou mal, muito depois de ter terminado o livro...

Fiquei com muita curiosidade em ver o filme e ver se Hollywood tinha alterado o final. O filme está muito bem feito e tirando uma ou outra coisa até está fiel ao livro. Não gostei da adição do amor de adolescência que não adiciona nada ao contexto, apenas satisfaz os parâmetros da normalidade impostos pelo cinema. Senti falta do outro náufrago mas penso que um humano a ser devorado por um tigre talvez não seja a melhor imagem cinematográfica...
O final não foi alterado e novamente a perturbação ficou comigo...

Diz o autor que não temos preconceitos no que diz respeito a animais (ao contrário de personagens humanos) e que quanto mais inacreditável a estória mais facilmente nós acreditamos. Talvez, tenha razão...

sábado, 6 de outubro de 2012

Visita ao mundo mágico de Harry Potter :-)

   No fim-de-semana passado fomos visitar os estúdios Warner Bros onde foram filmados os filmes do Harry Potter. Eu como fã dos livros e dos filmes queria muito fazer a visita e só posso dizer que valeu muuuuuuiiiito a pena :-)
   De repente somos transportados para aquele universo e não conseguimos deixar de nos fascinar com todos os pequenos pormenores. Todos os quadros foram pintados à mão e depois levaram um tratamento de envelhecimento para terem a aparência de séculos, todas as varinhas mágicas foram também feitas à mão e havia uma estante com montanhas delas todas catalogadas pois eram comum perderem-se algumas durante a loucura das filmagens, etc, etc.
   E como uma imagem vale mais que mil palavras aqui vos deixo algumas das muitas fotografias que tirei:


The Great Hall


The Great Hall - As roupas dos nossos heróis no primeiro filme


The Great Hall - A mesa dos professores


O dormitório dos Gryffindor - Curiosamente, as camas foram desenhadas para meninos de 11 anos mas os actores foram crescendo e nos últimos filmes tinham de se encolher bastante para caberem nas camas para as filmagens!


O escritório do professor Dumbledore - Lá atrás, ao pé do escadote, está o chapéu seleccionador


A sala de aula de poções mágicas


A casa do nosso gigante, Hagrid


The Burrow - A casa dos Weasley


The Burrow - A casa dos Weasley


A campa daquele cujo nome não deve ser pronunciado....


Nick Quase Sem Cabeça


Membro do banco Gringotts


Buckbeak


Diagon Alley - Loja dos gémeos Weasley


Diagon Alley - Loja dos gémeos Weasley


Hogwarts

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Trilogias

   Quantas vezes fechamos um livro e ficamos tristes porque acabou? Para combater isso nada melhor do que trilogias, onde podemos viver mais aventuras com a mesmas personagens que nos prenderam e nos conquistaram desde o primeiro momento.
  Nos últimos tempos lancei-me a duas ;-) Primeiro comecei com a famosa trilogia Millenium. Os livros prendem-nos pela acção, pelas peculiaridades da protagonista e pela intriga. Quando terminei o último livro fiquei com vontade de continuar, principalmente sabendo que a intenção do autor era continuar a escrever as aventuras da Salander e do Mikael Blomkvist.
   Vi o filme (versão Hollywood) baseado no primeiro livro e gostei bastante. Houve algumas alterações à história que não fizeram muito sentido para mim mas de qualquer forma achei que estava bastante fiel e muito bem conseguido.

  A trilogia dos Hunger Games começou curiosamente com o filme. Nem sequer me pareceu o tipo de filme que normalmente aprecio mas tinha ouvido boas críticas e fui com os meus colegas ao cinema. Gostei imenso do filme e fui surpreendida pela positiva. Depois do filme a minha colega devorou os livros e deixou-me curiosa.
  Um a um também eu fui papando os livros, que se lêem num instantinho, e fui-me deixando cativar pelas lutas pela sobrevivência destes adolescentes. Zanguei-me com as injustiças, exasperei-me com as voltas e contra-voltas, senti-me orgulhosa com cada vitória.
   É uma história pesada, crua e dura. A amizade e o amor são postos a todo o tipo de provas e nem sempre vencem. O mundo não é cor-de-rosa mas sim preto e branco e não há finais felizes, pois a dor e as marcas que deixam são irreparáveis.
   Apesar de serem livros escritos para jovens adultos, são livros que nos fazem pensar no mundo que nos rodeiam e que nos fazem pensar na nossa própria sociedade.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Mais recentes leituras

   Já ha algum tempo que não escrevo aqui sobre as minhas leituras. Contudo, tenho lido bastante, especialmente desde que instalei o kindle no telemóvel e assim tenho sempre um livro ao meu alcance independentemente de onde esteja.
   Ficam aqui algumas das minhas sugestões:


    Tinha ouvido falar muito bem deste livro mas nunca tinha lido nada do Valter Hugo Mãe. Apaixonei-me pela sua escrita, pelas suas palavras, imagens, descrições. Este livro é lindíssimo :-) Não só pela estória em si mas principalmente pela forma em que nos é contada. Li muito devagar, para saborear cada capítulo devagarinho e adorei!


 Os livros do Francisco Salgueiro fazem-nos fazer virar as páginas rapidamente. A sua escrita é escorreita e embora as suas obras não sejam arrasadoras são sempre de uma leitura agradável e que nos capta a atenção de um modo despretensioso. Neste caso fala-nos de um lado desconhecido do poeta Fernando Pessoa e guia-nos pelo desvendar de um antigo mistério.


   Decidi dar mais uma oportunidade ao sr. Follet e não me arrependi. Este livro é entusiasmante, cheio de intrigas e reviravoltas. Transporta-nos para o século XIV onde acompanhamos a vida dos protagonistas desde a infância à adultice e vivemos com eles todos os seus sucessos, fracassos, dores e alegrias. Cativante e impossível de pousar.

domingo, 4 de março de 2012

Ken Follet


A minha querida Andorinha tinha-me recomendado os livros deste senhor, Ken Follet, e eu aprecio sempre novas descobertas literárias :-)

Entretanto, a Marshmallow falou-me da mini-série baseada num dos seus livros, The Pillars of the Earth, e eu decidi ser preguiçosa e começar pela série. Adorei!!!! Enquanto não vi todos os 8 episódios não descansei. Gostei do enredo, da estória, das personagens, da fotografia, de tudo! Recomendo vivamente!

Achei que não iria ler o livro mas sim escolher um outro da vasta obra deste senhor. Pois penso que devo ter escolhido mal... Escolhi O Vale dos Cinco Leões (Lying with the Lions, em inglês) mas não me encheu as medidas. Acho que o problema foi ter embirrado com uma das personagens principais (a Jane). A leitura foi interessante e suscita alguma curiosidade ao virar da página mas cheguei ao fim do livro sem a certeza se tinha gostado ou não. É uma sensação esquisita, do género: "não é mau, mas..."

Vou com certeza tentar mais um livro. Que me recomendam as meninas fãs do Follet?

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Para fãs do Harry Potter com sentido de humor



Eu confesso que sou uma das maiores fãs do Harry Potter! Antes de ir de férias reservei bilhetes online para a estreia do último filme e tudo!
Mas não pude evitar algumas gargalhadas ao ver esta brincadeira ;p