quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A loucura do Game of Thrones


   Quando ouvi falar a primeira vez achei que não seria o meu género, afinal não sou dada a fantasias e não gostei do Senhor dos Anéis (nada a ver!!)... A primeira temporada passou, com muito boas críticas mas eu não vi....
   Quando começou a segunda temporada, o Homer estava todo excitado e convenceu-me a ver. Gostei! Vi todos os episódios de seguida (1ª e 2ª temporadas) e fiquei presa à história, às intrigas, aos personagens. Achei a sombra que mata o Renly um bocado demais mas afinal já tinha aceite a presença dos dragões por isso....
   Terceira temporada... Red Wedding... boquiaberta... OMG isto promete!!!
   Quarta temporada, cada episódio, nova reviravolta! Eh pá isto está a ficar cada vez melhor! Raio do Joffrey que nunca mais morre, olha morreu!... Ai o anão que vai preso, ai o Mountain que está a levar a tareia que merece, ai caraças que o cérebro do príncipe explodiu! Olha, o velho que levou um tiro de besta na sanita!!!

   A série acaba e em conversa o D. conta-me que ficou completamente apaixonado pelos livros. Ele que adormece de cada vez que pega num livro (como é possível??!!) leu todos os livros num ápice (velocidade de não-leitor, claro!) e garante que são muito bons. Ainda por cima, o J. já me tinha arranjado os primeiro 4 e-books gratuitos...
   Bom, devorei (metade do tempo de D. ;-p) os 5 livros, 7 volumes, e posso dizer que adorei :D Mal posso esperar pelo novo livro!!! 

   A série é feita para o público americano por isso é condensada, muitas coisas são alteradas e inventadas, tais como as cenas de sexo da primeira temporada, a homossexualidade do Renly, a meretriz Rose, etc. Tudo para ter mais impacto visual! Os livros são escritos na voz dos mais diversos personagens, o que nos faz ver os mesmos eventos através de diferentes perspectivas e conhecer a fundo a complexidade de todos os envolvidos neste jogo pelo poder.
   As intrigas e a estratégia são o mais cativante, na minha opinião. E há todo um mundo que não nos é dito e que leva às mais diversas teorias. Quem é a mãe do John Snow? Será que o anão afinal tem sangue de dragão? Até onde vão os poderes do pequeno Bran?
   As surpresas são tantas, tantas! À medida que ia lendo os livros e afastando-me dos eventos retratados na série sentia-me que cada vez mais presa à história. Houve momentos em que tive de pegar no telemóvel e enviar mensagens ao D. sobre as revelações que ia descobrindo. Até raptei momentaneamente o  L., durante um jantar em Lisboa, para falar acerca dos livros e de todas aquelas coisas que os presentes que apenas vêem a série não sabem...
   A Anita dizia-me, e com razão, que quem não leu/lê os livros e apenas conhece a história retratada na série não sente estar a perder nada. Claro que faz todo o sentido mas depois de ser ler os livros não mais se olhará para a série da mesma maneira! É que os livros são mesmo mesmo muito bons :D

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

70 Primaveras

Keukenhof, Holanda - 2009
   Ontem a minha querida mãe completou mais um aniversário!

   Há dois anos cantei-lhe os parabéns ao vivo e a cores e vi-a soprar as velas. Ontem esperei ansiosamente pelo final da tarde (manhã em Portugal) para lhe telefonar a dar os parabéns. Sem dúvida, é nestas ocasiões que custa estar longe. É inevitável ficar triste nestas datas especiais e sentir as saudades apertarem mais forte.

   Mas também por viver longe sinto que valorizo muito mais todos os momentos que passamos juntas. Sinto que aprendi verdadeiramente que a distância física nada pode contra o nosso amor. Todos os dias estamos juntas em pensamento e onde quer que eu esteja ela está sempre comigo.

   70 anos, cheios de garra, com muita energia e muito positivismo. É uma alegria vê-la chegar a esta idade com tanto ainda para dar e viver.

  Muitos parabéns baixinha :D

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Fragilidade...

   Há notícias que nos fazem sentir um soco no estômago, uma tremenda falta de ar e a total incompreensão sobre o absurdo da vida. Mesmo quando os afectados não passam de meros conhecidos, pessoas com a quais nos cruzámos um par de vezes em festas de amigos, imaginar sequer o seu pesadelo dói de uma maneira inesperada.
   A vida é tão efémera e frágil que, quando nos apercebemos disso, viver assusta. Como se pode seguir em frente, sonhar, sorrir, quando o impensável se torna real.
   Confesso que me senti tremendamente triste, revoltada e principalmente desorientada. Ninguém merece viver a perda de um filho. Ninguém merece viver com o coração em chagas para todo o sempre.
   Na minha família, há um ramo de quatro irmãos (o meu pai incluído) que passaram por essa dor e garanto-vos que é uma ferida que não sara. As circunstâncias são todas diferentes, umas até mais compreensíveis do que outras, talvez, mas o coração de pai e mãe vive desde esse dia destroçado.
 
   Quem de fora assiste com incredulidade e impotência, apenas pode abraçar e mimar os bebés da sua vida, dar graças por tudo de bom que a vida lhe proporcionou e sentir um tremendo respeito por tudo aquilo que a todos foge entre os dedos sem que nada o possa evitar.

   A vida segue, não pára para ninguém, e nós como defesa refugiamo-nos nas nossas rotinas. Viramo-nos para as tarefas do dia-a-dia, preenchemos a lista das compras, estendemos a roupa, conduzimos para o trabalho, sem nos permitirmos em momento algum pensar na nossa própria efemeridade.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Cooking and Nature Emotional Hotel




   Quando voltamos a Portugal gostamos de descobrir novos recantos. Novos restaurantes, novos hotéis, pequenas localidades que ainda não tínhamos visitado. É uma vontade de fazer turismo e sentir que afinal houve tempo de férias, tempo que desfrutámos do país como meros visitantes, tempo que não foi passado a correr entre os muitos compromissos e visitas a familiares e amigos.
   Desta vez fomos até Alvados descobrir este novo hotel e este novo conceito. Junta uma localização idílica, perfeita para descansar e recarregar baterias, com a paixão pela culinária e boa comida! Para nós a combinação não poderia ter sido mais perfeita.
   Adorámos o hotel, pela decoração, pelo conforto, pelo serviço. É extremamente acolhedor e o ambiente faz com que nós sintamos em casa. 
   Tivemos azar com o tempo e a chuva não nos permitiu fazer os passeios pedestres que tínhamos planeado pela Serra dos Candeeiros e acabámos por ficar mais tempo a descansar. E como não podemos aproveitar a piscina aproveitámos o salão de massagens!
   As aulas de culinária foram muito giras! Os trabalhos mais chatos de preparação estavam já feitos, assim não há que descascar batatas, pesar ingredientes, nem lavar a loiça. A comida era excelente e tivemos sempre uns jantares super divertidos. 










     Aconselho vivamente a visita :-)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Uma outra perspectiva

   Como lisboeta, estou habituada a olhar para o Tejo. Graças aos novos cruzeiros, pude passear pelo rio e olhar a cidade.

   É uma perspectiva diferente da qual gostei bastante! O tempo não esteve do nosso lado mas mesmo nublada Lisboa é linda :D








terça-feira, 30 de setembro de 2014

Turista na minha cidade

   
   Passear pelas ruas de Lisboa, de telemóvel em punho, a fotografar as ruas e os edifícios que sempre conheci é maravilhoso.  É um misto de regresso, saudade e descoberta.  É voltar aos locais que me viram crescer, onde se respira a essência do ser "alfacinha", onde me redescubro e onde descubro uma nova Lisboa.  Sempre fascinante,  sedutora e cheia de encantos :-)
   É giro passar por turista,  ter pessoas a perguntarem-me se falo português!, ao mesmo tempo que me sinto em casa!

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domingo, 28 de setembro de 2014

De volta...

Ericeira, Setembro 2014

   Faz hoje uma semana que chegámos a Brisbane, podres de uma viagem do outro lado do mundo. Na mala não vieram o bacalhau, os chouriços ou o queijo da ilha pois as regras alfandegárias não o permitem ;-p mas no coração vieram as memórias de todos os momentos que nos aqueceram a alma!

   Não íamos a Portugal há 22 meses (a maior temporada afastados, desde que vivemos fora) e as saudades eram muitas. Talvez as 3 semanas que passámos em Lisboa não tenham sido o suficiente para matá-las mas deu para recarregar as baterias.

   Como já vem sendo habitual, passámos grande parte do tempo a visitar "todas as capelinhas", com jantares e almoços aqui e acolá. Não vimos todos os que queríamos mas adorámos rever todos os que pudemos :D Tirámos a barriga de misérias e comemos bacalhau, açorda de marisco, amêijoas à Bulhão Pato, queijo da ilha, pastéis de nata, salame de chocolate, bolo de bolacha, carcaças!, polvo, sardinhas, etc, etc... Ainda não tive coragem de subir à balança para ver quais os estragos, lol
   
   Fomos conhecer alguns pontos novos da cidade. Almoçámos no Mercado de Campo de Ourique, jantámos no Mercado da Ribeira, subimos ao Arco da Rua Augusta, fizemos um cruzeiro no Tejo, bebemos um copo na Pensão do Amor, etc. Outros novos e velhos recantos ficaram por visitar, o tempo não estica e o São Pedro também não foi amigo.

   Senti Lisboa revitalizada, senti que a conversa da crise já não andava na boca de todos adorei ver novos projectos e negócios. Lisboa estava à pinha de turistas, nunca antes tinha visto tantos turistas nas ruas da cidade, de mochila às costas e mapa na mão, e achei isso o máximo! Fiquei desiludida com a nossa visita à Expo :-( A maioria do cafés, bares e restaurantes perto do Peter´s fecharam e o sentimento de abandono é palpável. Mesmo a manutenção dos jardins está muito descuidada.

   É sempre bom regressar mas curiosamente, desta vez, senti saudades da Austrália. Acordei uma manhã, olhei para o Homer e disse-lhe: "sinto saudades de casa!" e verdadeiramente era isso mesmo que sentia. Saudades da nossa casa, da nossa rua, das nossas rotinas, da nossa Aussie Life ;-p 

   Cada vez é maior o sentimento de desconexão... Lisboa é, e será sempre!, a minha cidade; Portugal será sempre o meu país, a minha cultura, a minha língua, a minha raiz... Mas... Já não lá pertenço, há tanto com que já não me identifico, há tanto que me parece estranho, há tanto que já não faz sentido...  Mudei tanto, a uma velocidade tão grande nestes últimos 8 anos, que é como se a minha cidade, e o meu país, fosse uma peça de roupa que me deixou de servir! Mas a qual nunca deixará de morar no meu guarda-roupa em lugar de destaque :-)

Ericeira, Setembro 2014