sexta-feira, 12 de maio de 2017

O primeiro trimestre e o susto..


   Quando soube que estava grávida confirmámos com o médico que não havia perigo de voar e decidimos manter os nossos planos. Primeiro fomos até Melbourne, viagem que já estava planeada há alguns meses, seguido de 4 semanas em Portugal com uma paragem pelo Dubai. Felizmente, não sofri de enjoos pelo que as férias correram bem e com uma alegria especial.

   Chegados a Portugal partilhámos a boa nova com as nossos pais que ficaram em êxtase! Ao fim de 13 anos de vida em comum eles já tinham perdido a esperança de lhes darmos netos por isso a alegria e a surpresa foram ainda maiores. Partilhámos também a notícia com outros familiares e foi excelente poder sentir os abraços apertados de quem nos quer bem.
   Andava muito bem disposta mas tive contudo muuuuuiiiiito sono... Mas é um sono diferente do que alguma vez tinha sentido até aí. Não é derivado de cansaço e nem sequer sentimos que estamos ensonados, só que assim que nos sentamos numa posição confortável adormecemos profundamente. Lembro-me de uma ocasião em que tivemos de ir a casa buscar algo e o plano era sair logo de saída mas enquanto o Homer aproveitou para ir à casa de banho eu sentei-me em cima da cama e só me lembro de acordar duas horas depois, ah ah ah ah ah ah ah ah

   Ainda tínhamos mais uma semana de férias em Lisboa quando após um almoço de Domingo com os pais senti um corrimento semelhante ao período. Fui de imediato à casa de banho e quase ia tendo um colapso quando vi imenso sangue. Esperei uns minutos, voltei à casa de banho e continuava a sangrar. Com a maior calma que consegui encontrar comuniquei ao Homer que tínhamos de ir ao hospital enquanto tentei acalmar os nossos pais com o facto de não sentir qualquer dor.
   Com receio de ficar imenso tempo à espera nas urgências de um hospital público dirigimo-nos à CUF Descobertas que sendo um hospital privado haveria de ser mais rápido. E o atendimento foi de facto rápido mas.........
   Fomos encaminhados para as urgências de obstetrícia e apanhámos um médico da velha guarda que claramente já deveria estar na reforma. Depois de algumas perguntas relevantes segui-se o exame físico e aí começou o nosso pesadelo. O médico em momento algum teve em linha de conta o meu conforto, ou o meu receio da situação pelo qual eu estava a passar, e ao tentar fazer o exame interno simplesmente tentou inserir a sonda ecográfica como quem enfia a mangueira da gasolina no carro para encher o depósito. Claro que a reacção involuntária de qualquer músculo perante tal cenário é contrair. Quanto mais ele tentava realizar o exame com tal brusquidão mais eu contraía os músculos, incapaz de relaxar, dificultando/impossibilitando assim o exame. Enquanto isto se passava ele ia dizendo coisas como: "oh filha, abra as pernas", e outras pérolas assim. Chegou a afirmar que eu tinha uma malformação na vagina e a questionar como é que tal nunca me tinha sido diagnosticado!
   Eventualmente chamou uma colega para o ajudar. Esta perante a descrição dele acerca da situação perguntou-me se eu era virgem!!!, ao que eu lhe respondi simplesmente: "estou grávida!!!".... Ela lá me conseguiu descontrair um pouco e com jeitinho conseguiu realizar o exame sem mais dificuldades. E ele não se poupou a novos comentários infelizes: "pois, só querem é mimos... como uma mulher já deixam." etc...
   Enquanto os dois observavam o monitor da ecografia o primeiro médico começa a falar com a colega, ignorando completamente a nossa presença como se fossemos surdos ou parvos, e diz coisas como: "pois, isto é mesmo uma interrupção", "já não está cá nada", etc. Ao ouvir a palavra interrupção, pronunciada mais do que uma vez, não aguentei mais e desatei a chorar olhando para o Homer e dizendo que tínhamos perdido o bebé.... O pobre, que até aí se tinha tentado manter forte pelos dois, começou-se a sentir prestes a desmaiar e teve de se deitar na outra marquesa que havia na sala.
   Estávamos os dois a olhar um para o outro, tristes e em estado de choque, quando os médicos decidem também fazer uma ecografia pélvica e oiço o fulano dizer, surpreso: "ah, mas ainda tem batimentos cardíacos! E tem sinalética!". O Homer voou da marquesa até ao pé de mim e incrédulos olhámos para o monitor onde vimos a imagem e ouvimos o coraçãozinho do nosso bebé a bater, 148 batidas por minuto :-)
   A felicidade que nos invadiu foi imensa mas... como é que um médico com uma longa carreira (presumo, dada à idade do senhor) pode ter tamanha falta de tacto, sensibilidade e respeito pelos seus pacientes???!!! Presumo que já tenha visto muitos abortos espontâneos pois as estatísticas mostram que uma em cada 4 gravidezes não progride para além do primeiro trimestre mas não se pode perder a noção de que para os pais a dor é imensa e é muito mais do que uma imagem no monitor de uma máquina, é um bebé que foi desejado e é já amado (embora seja ainda feto...).
   Vim para casa com instruções de repouso. Voltaria no dia seguinte para fazer uma nova ecografia mais detalhada. Saímos do hospital em estado de choque, preocupados com o risco de perder o bebé, aliviados por ter ouvido o coração a bater e a tentar processar os eventos e o tratamento a que fomos submetidos. Nessa noite mal consegui dormir e cada vez que me recordava daquela sala de hospital sentia calafrios...
   Na manhã seguinte dirigimos de novo ao hospital e quando lá chegámos a recepcionista já estava à espera da nossa visita. O médico que me tinha visto no dia anterior tinha ligado para o serviço a avisar que iríamos fazer uma ecografia de cariz urgente e fomos logo atendidos. Nesse aspecto o serviço foi, de facto, excelente.
   Desta vez fomos também recebidos por um médico experiente, de cabelos brancos e idade avançada, mas que usa a sua experiência como uma mais-valia no tratamento dos seus pacientes e não como autoridade insensível. O médico foi um amor de pessoa, explicou-nos tudo com clareza, alertou-nos para os perigos e aquilo que ele preveu em relação ao parto veio efectivamente a concretizar-se.
   Diagnosticou-me uma ruptura de 2,7 cms da placenta. Isto é algo que sara apenas por si só com repouso, nada mais se pode fazer. E num cenário destes a probabilidade de um aborto espontâneo aumenta.
   Ora, nós tínhamos viagem marcada de regresso a Sydney para a semana seguinte. O médico assegurou-nos que viajar de avião não era um problema mas que não poderia levantar qualquer peso ou andar muito. Assim sendo, ligámos para a companhia aérea e pedimos assistência pelo que vim de cadeira de rodas de Lisboa a Sydney. E de coração apertado, claro está.

   Felizmente, a bebé A. foi uma valente, cheia de vontade de nascer!

domingo, 16 de abril de 2017

A sair da bolha...

 
   Fez no passado Domingo 4 meses que nasceu a bebé A. 4 meses que passaram a correr mas 4 meses vividos muito intensamente.
   Entre fraldas, sestas e biberões sinto-me agora a emergir da bolha do mundo dos bebés e a necessitar de dedicar mais do meu tempo e atenção a outras coisas também minhas. Desde que ela nasceu que temos sido uns pais muito descontraídos e temos vivido o nosso dia-a-dia de modo bastante semelhante, com as devidas adaptações, claro está. Saímos para tomar café, vamos jantar fora ou comer um gelado depois do jantar à gelataria do bairro, vamos visitar amigos, etc. A bebé A. adora passear e felizmente (até agora) tem-se sempre portado lindamente. Levamo-la connosco para todo o lado e ela encaixou-se organicamente na nossa vida, sem grandes dificuldades ou sacrifícios.
   Mas o tempo não estica e a verdade é que nesta fase inicial muito é consumido apenas por ela. Não, isto não é, de todo, uma queixa e, é claro, que adoro cuidar dela mas é um facto que o meus horários se regem pelas horas em que ela tem de comer, de mudar a fralda, de dormir, etc. E requerem também alguma flexibilidade pois os seus horários mudam muito frequentemente. Isto leva a que, por vezes, ao final do dia, sinta que não consegui fazer tudo o que gostaria, ou que não tive tempo para fazer aquela pequena coisa que me teria dado prazer.
  Ao fim destes 4 meses começo a sentir agora que estou a conseguir sair desta bolha. Estou a conseguir dedicar-me um pouco mais a mim e noto como tinha saudades minhas. Claro que uma parte do meu cérebro ainda está ligada somente à minha pequerrucha (parte essa que eu adoro pois sou feliz ao pensar nela, ao dar-lhe miminhos e vê-la sorrir para mim) mas os meus pensamentos já se  debruçam sobre mim e sobre as minhas coisas, sobre o Homer e a nossa relação para além da filha, já consigo desfrutar de um livro que não seja sobre bebés, ver as minhas séries favoritas, ir fazer uma massagem ou a uma aula de yoga.
   Para tudo isto tem contribuído muito facto de a bebé A. ser muito calma e bem-disposta! Dorme lindamente, come e cresce comme il faut, e é super fofa! É comum na rua ser interpelada por estranhos que a acham uma bebé muito bonita e simpática e todos ficam sempre surpresos por ela ser tão serena e tranquila. Eu fico toda inchada com estes comentários, claro!, mas o facto é que sou de facto uma grande sortuda!!!!

   Tenho em rascunho já alguns relatos sobre a gravidez e o parto pois quero deixa-los registados enquanto a memória ainda está fresca mas a tal bolha não me tem permitido vir aqui com o gosto e dedicação que este meu cantinho merece. Em breve... assim espero...

sábado, 26 de novembro de 2016

Os dois risquinhos que mudam tudo

   Naquela amanhã acordei e lembrei-me da data... Já há 9 anos que nos deixaste mas o teu aniversário é sempre uma data importante para nós. Ao levantar-me da cama senti uma pontada no seio direito e pensei para com os meus botões se até ao final do dia não me vier o período vou fazer os teste.
   Cheguei a casa depois do trabalho e como sempre fui directa para a casa de banho. Abri o armário onde havia um teste de gravidez, dei uma vista de olhos pelas instruções e xixi. Virei o plástico ao contrário para não ver o resultado a aparecer, ninguém precisa dessa ansiedade, coloquei o cronómetro no telemóvel e fui à minha vidinha. Quando o alarme tocou, fui ver o resultado sem stress ou ansiedade pois estava à espera de um resultado negativo. Virei o plástico e qual não é o meu espanto quando vejo dois traços... A primeira reacção foi de incredulidade e depois foi de incerteza de estar a ler o resultado correctamente, eh eh eh eh Telefonei de seguida ao Homer mas não consegui articular muito bem o que se estava a passar pelo que lhe disse que ia enviar uma foto e ligar de novo. Quando voltei a ligar as minhas perguntas foram: viste? percebeste? são dois traços? Ao que ele meio abanando respondeu que sim a tudo. Encubiu-o então da tarefa de passar pelo supermercado antes de vir para casa e comprar mais testes, de marcas diferentes pois não queria deitar foguetes antes da festa.
   No total fiz 4 testes e todos deram positivo, na manhã seguinte liguei para o centro médico e marquei consulta para esse mesmo dia. Fiz uma catrefada de análises de sangue e passados dois dias recebi os resultados de que estava tudo bem.
   Tínhamos viagens marcadas para Melbourne, Dubai e Portugal, o timing nunca é perfeito mas iríamos ter a oportunidade de dar a notícia às nossas famílias pessoalmente e para quem vive tão longe isso é muito especial 😀
   A primeira eco teve de ser marcada o mais tarde possível antes da nossa partida para Portugal (na véspera da viagem) com receio de que fosse cedo demais para poder ver tudo o pretendido desta fase inicial (7 semanas). Vimos um ponto que nos disseram ser o nosso bebé, para mim podia ser qualquer outra coisa pois para quem não percebe do assunto é tudo igual!, e tivemos a sorte de poder ouvir o coração dela pela primeira vez. Isso sim, foi muito especial e emotivo. Até aí, a gravidez não passava de um conceito abstracto mas de repente tornou-se real: havia de facto uma vida a crescer dentro de mim....

terça-feira, 8 de novembro de 2016

4 anos :-)

Coogee Beach, Sydney
   Fez no sábado 4 anos que chegámos à Austrália. Aterrámos em Brisbane numa noite quente e húmida cheios de curiosidade e vontade de começar a nossa aventura australiana. Desde que tínhamos saído de Portugal, 6 anos e meio antes, que a Austrália sempre foi o nosso destino de sonho mas que durante muito tempo nos pareceu difícil de alcançar. Depois de tantas voltas estávamos finalmente a pisar solo australiano como residentes e apesar de todo o nervosismo, receios e ansiedade sentimos estar a concretizar um sonho!
   A mudança para Sydney há quase dois anos veio confirmar o que já sentíamos, tínhamos chegado ao nosso destino. Não sei quanto mais tempo vamos ficar por cá, pois deixei de fazer planos a médio prazo, mas por enquanto estamos onde nos sentimos bem e onde sentimos pertencer nesta fase da nossa vida. Este não é um país perfeito e a distância continua a ser o mais difícil de suportar mas é sem dúvida o local perfeito para nós neste momento!
   Próximo passo: cidadania 😉

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Festival de Cinema Italiano

   Vivemos no antigo bairro italiano de Sydney. Antigo pois com o crescimento da cidade e a valorização imobiliária os bairros onde antigamente viviam as mais diversas comunidades foram-se dissipando, embora ainda restem algumas marcas da sua história. Por aqui há muitos restaurantes e cafés italianos, muitos residentes italianos que emigraram há mais de trinta anos, etc...  Não é pois de estranhar que tenha sido no cinema local onde vi a publicidade deste filme no âmbito do festival anual de cinema italiano.



   O filme está muito bem conseguido, é super divertido e retrata uma maneira de estar e ser italiana, que embora caia no estereótipo de vez em quando, se assemelha em muito à nossa cultura portuguesa. Foi um serão muito bem passado e ao fim de algumas semanas ainda utilizamos algumas das expressões que mais nos marcaram em casa.
   Se tiverem oportunidade de ver, não percam!

sábado, 5 de novembro de 2016

A decisão....

   Há mulheres que crescem a sonhar com o dia em que serão mães. Esse não foi o meu caso!
   O meu instinto protector sempre foi muito grande, era sempre aquela que se preocupava e cuidava das irmãs mais novas das minhas amigas (os meus irmãos são todos mais velhos!), era sempre aquela que na escola, se preciso, andava à bulha com os outros meninos para defender as minha amigas, era (sou) sempre aquela que se apegava muito às pessoas que lhe tocavam (tocam) no coração e que adorava (adora) poder mimá-los. Contudo, isso não fez com que o meu instinto maternal gritasse com a força de quem quer ter um filho quando atingi a adultice, quando encontrei o Homer ou até quando os anos férteis começaram a passar como quem não quer a coisa.
   A decisão de tentar engravidar foi, por tudo isto, uma decisão muito ponderada e bastante racional. Claro, que há uma componente emocional bastante grande mas creio que consegui separar bem as coisas e ponderar de uma forma muito séria sobre a possibilidade de ter um bebé e tudo o que isso implica.
   Quando começámos a namorar o Homer e eu tivemos a conversa sobre filhos e muito honestamente disse-lhe que não sabia se algum dia quereria ser mãe e que havia uma grande probabilidade da resposta ser sempre "não". Ele queria muito ser pai mas confessou que preferia ficar comigo sem filhos. Claro que esta é sempre uma situação complexa pois não queria de modo nenhum sentir que ele não concretizaria um sonho por ter escolhido estar a meu lado, por outro lado não queria pressão para tomar uma decisão para a qual eu não estava preparada. Nunca fui uma pessoa facilmente  influenciável e por isso sabia que não iria engravidar apenas porque ele queria, para o fazer feliz, ou qualquer outra desculpa esfarrapada do género.
   Os anos foram passando e de facto ele cumpriu a sua promessa de não me pressionar. Com tantas mudanças e tantas aventuras que vivemos o momento certo nunca se apresentou o que tornou sempre a hipótese de engravidar muito pouco viável. (Claro, que falo de uma gravidez planeada, felizmente nunca tivemos nenhum "acidente de percurso", lol) Com o assentar de arraiais na Austrália, o boom de bebés e grávidas à nossa volta, e a idade fértil a escapar-se entre os dedos, a vontade de ser pai começou a falar mais alto e o Homer começou a falar no assunto frequentemente. Novamente, tivemos uma conversa muito séria onde achei apenas justo ponderar sobre o assunto, de coração e mente abertos, com consciência da "urgência" de uma decisão devido à idade, mas sem qualquer pressão. Durante o meu período de reflexão ele não falaria no assunto e respeitaria o meu tempo e espaço. E assim foi...
   Na balança coloquei todos os prós, os contras, os medos, as ansiedades, os mais variados sentimentos. Analisei o motivo por detrás de cada um deles o melhor que soube. À medida que ia reflectindo ia pensando cada vez mais na nossa futura família e fui-me apaixonado pela ideia da maternidade. Tinha perfeita consciência que as minhas hipóteses de engravidar poderiam estar comprometidas e sabia até onde iria em termos de tratamentos caso não conseguisse engravidar naturalmente. Acima de tudo, tinha plena consciência que por ter esperado tantos anos poderia não poder vir a ser mãe e estava preparada a viver com isso de consciência tranquila e sem remorsos pois tinha a certeza que antes não teria sido o momento certo.
   Não engravidei à primeira tentativa mas felizmente engravidei naturalmente aos 38 anos de idade dentro de um período de tempo normal, sem stress! Quando vi dois riscos cor-de-rosa no teste de gravidez senti alguma incredulidade (fiz 4 testes em casa, só para ter mesmo a certeza!!!) mas o maior sentimento foi de pura felicidade e isso apenas confirmou o que já sentia... Tomei a decisão certa no momento certo para nós...

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A razão da minha ausência 😀


   Há muito tempo que não passo por aqui e não é por falta de novidades ou sequer assuntos para escrever... É por um excelente motivo: em breve seremos três cá em casa!!!
   O nascimento da nossa primeira filha está previsto para o Natal e nestes últimos meses temos vivido todo o tipo de emoções, temos sentido na pele coisas que conhecíamos apenas no sentido intelectual e temos crescido em amor e responsabilidade enquanto pessoas e casal.
  A gravidez é uma viagem muito especial, cheia de mistérios e alegria, mas também de momentos complicados e de alterações por vezes difíceis de gerir. Se tem um lado mágico também é verdade que tem um lado chato de que se evita falar. Dizer por isso que estamos felizes parece óbvio mas a verdade é que estamos também receosos, preocupados, ansiosos, nervosos e tudo e tudo e tudo...