Quando o sol já ia alto fizemos a caminhada de Valley of the Winds, que é um verdadeiro caminho de cabras! O terreno é escorregadio e perigoso com muitas subidas e descidas íngremes no meio de pedras. Como o próprio nome indica há também zonas muito ventosas que dificultam o percurso. É uma caminhada exigente e longa mas que vale cada minuto :-)
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
The Olgas (Kata Tjuta)
Depois da magia de Uluru acordámos cedo para ver nascer o sol sobre Kata Tjuta. The Olgas são um conjunto de monólitos interligados que formam alguns desfiladeiros entre si.
Quando o sol já ia alto fizemos a caminhada de Valley of the Winds, que é um verdadeiro caminho de cabras! O terreno é escorregadio e perigoso com muitas subidas e descidas íngremes no meio de pedras. Como o próprio nome indica há também zonas muito ventosas que dificultam o percurso. É uma caminhada exigente e longa mas que vale cada minuto :-)
Quando o sol já ia alto fizemos a caminhada de Valley of the Winds, que é um verdadeiro caminho de cabras! O terreno é escorregadio e perigoso com muitas subidas e descidas íngremes no meio de pedras. Como o próprio nome indica há também zonas muito ventosas que dificultam o percurso. É uma caminhada exigente e longa mas que vale cada minuto :-)
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Uluru
Esta viagem surgiu pois queríamos muito ir ate Uluru (Ayres Rock). Há muito tempo que falávamos em lá ir e um dia o Homer sugeriu ir até Darwin e percorrer parte do Northern Territory de autocaravana. Daí aos planos ganharem forma foi um instante.
O Uluru é um símbolo do país, tal como os koalas ou cangurus. Quando se pensa na Austrália pensa-se nas muitas praias paradisíacas mas também no deserto e neste enorme monólito no meio do nada (literalmente).
Este é um local sagrado para o povo aborígene e é fácil perceber porquê pois a magia do local é inegável. A sua dimensão, o passeio em torno do seu perímetro são 9 Kms!, os seus muitos recantos e as cores que o diferentes estágios do sol reflectem. Tudo contribui para a experiência única que é estar perante maravilha da natureza.
As fotos não fazem justiça à beleza e magnificência do local mas...
O Uluru é um símbolo do país, tal como os koalas ou cangurus. Quando se pensa na Austrália pensa-se nas muitas praias paradisíacas mas também no deserto e neste enorme monólito no meio do nada (literalmente).
Este é um local sagrado para o povo aborígene e é fácil perceber porquê pois a magia do local é inegável. A sua dimensão, o passeio em torno do seu perímetro são 9 Kms!, os seus muitos recantos e as cores que o diferentes estágios do sol reflectem. Tudo contribui para a experiência única que é estar perante maravilha da natureza.
As fotos não fazem justiça à beleza e magnificência do local mas...
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quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Destino: Alice Springs
Partimos rumo a Alice Springs e pelo caminho parámos em Devils Marbles (Karlu Karlu). Aqui encontrámos mais um conjunto de enormes pedras de granito com grande significado para a cultura aborígene. Tal como The Peebles é um local de cerimónias femininas, Devils Marbles é um local sagrado reservado a cerimónias masculinas.
Estas pedras são maiores que as anteriores que tínhamos visto e dar um passeio no meio delas, quando nada parece crescer ou viver em sem redor é impressionante. Digo parece, pois a vida no deserto não é inexistente como à partida pode parecer e fomos definitivamente aprendendo isso ao longo desta viagem.
O resto do caminho teve pouco de interessante. Muitos quilómetros de autoestrada, com uma única faixa para cada direcção e muito poucos carros pelo caminho. De vez em quando, lá nos cruzávamos como outra autocaravana e acenávamos. É engraçado ver que semelhante ao pessoal das motas, os fãs de autocaravanas também se entreajudam, cumprimentam na estrada e metem conversa a cada paragem. Em todo o lado falámos com outros viajantes que nos contavam por onde tinham passado e para onde se destinavam, partilhando assim dicas e experiências, ao longo das muitas paragens. Algo tão simples que tornou a viagem muito mais rica e interessante :-)
Parámos para almoçar em Aileron que como muitas das povoações pelo caminho nada mais é um pequeno conjunto de casas, uma bomba de gasolina e uma roadhouse que serve de pub, restaurante, loja, etc.
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Estas pedras são maiores que as anteriores que tínhamos visto e dar um passeio no meio delas, quando nada parece crescer ou viver em sem redor é impressionante. Digo parece, pois a vida no deserto não é inexistente como à partida pode parecer e fomos definitivamente aprendendo isso ao longo desta viagem.
O resto do caminho teve pouco de interessante. Muitos quilómetros de autoestrada, com uma única faixa para cada direcção e muito poucos carros pelo caminho. De vez em quando, lá nos cruzávamos como outra autocaravana e acenávamos. É engraçado ver que semelhante ao pessoal das motas, os fãs de autocaravanas também se entreajudam, cumprimentam na estrada e metem conversa a cada paragem. Em todo o lado falámos com outros viajantes que nos contavam por onde tinham passado e para onde se destinavam, partilhando assim dicas e experiências, ao longo das muitas paragens. Algo tão simples que tornou a viagem muito mais rica e interessante :-)
Parámos para almoçar em Aileron que como muitas das povoações pelo caminho nada mais é um pequeno conjunto de casas, uma bomba de gasolina e uma roadhouse que serve de pub, restaurante, loja, etc.
Chegados a Alice Springs tínhamos alguns planos que foram um pouco por água a baixo pois fiquei adoentada e tive de passar algum tempo de cama. Infelizmente, este é um sintoma muito comum quando estou de férias, são raras as vezes em que o meu corpo não aproveita a falta de rotina para me deitar abaixo com alguma maleita! Uma grande seca!
Mesmo assim ainda tivemos oportunidade de fazer uma visita rápida ao Dessert Park. Não vimos tudo o que gostaríamos pois estava mesmo em baixo de forma mas valeu bem a pena. Os pontos altos foram, sem dúvida, a apresentação de como os povos aborígenes sobreviveram nesta zona do país, o que comiam, como caçavam, etc., e a Nocturnal House onde os animais são mantidos às escuras e assim estão activos durante o dia (quando o parque está fechado, à noite, eles ligam as luzes e estes animais noctívagos vão dormir). Nunca antes tínhamos vistos tantos bilbys a saltitar :-)
Alice Springs foi onde nos despedimos da nossa casa com rodas para partir para outra aventura. Fizemos uma tour de três dias a Uluru, The Olgas (Kata Tjuta), e Kings Canyon (outros posts se seguirão!) e regressámos para mais um dia em Alice antes de voltar a casa. Uma vez que já não tínhamos forma de nos deslocar decidimos fazer uma tour de um dia pelos MacDonnell Ranges.
O mais engraçado é que o guia, um senhor reformado com muitas histórias para contar, nos fez lembrar o José Hermano Saraiva do bush ;-) O homem falava pausadamente, enquanto conduzia o camião transformado em autocarro de turismo, e descrevia a zona do ponto de vista geológico, histórico e cultural. Contou-nos também muito sobre a sua vida pessoal e da sua experiência no turismo da zona. O cansaço acumulado, as pernas cansadas e doridas dos dias anteriores e documentário ao vivo protagonizado pelo guia foram a combinação perfeita para tirar umas valentes sonecas enquanto nos deslocávamos entre atracções.
| Standley Chasm |
| Ellery Creek Big Hole |
| Mount Sonder |
| Glen Helen |
| Ormiston Gorge |
| Ormiston Gorge |
| Ochre Pits |
| Simpsons Gap |
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domingo, 9 de agosto de 2015
Tennant Creek
A nossa próxima paragem foi em Tennant Creek, que é a maior povoação (depois de Katherine) a caminho de Alice Springs. Esta povoação existe devido à necessidade de haver um posto telegráfico a meio do caminho (Darwin - Alice Springs) e por isso não estávamos à espera de muito nesta paragem, apenas de uma oportunidade para descansar.
Acordámos cedo com o zumbido do vento e sentimos frio pela primeira vez nesta nossa viagem. Olhei pela janela da nossa autocaravana e vi os ramos das árvores a abanar com força e confesso que foi preciso coragem para sair debaixo do edredon.
Depois do pequeno almoço fomos visitar uma galeria de arte aborígene. O espaço é enorme mas está um pouco abandonado, o café está fechado e apenas a loja da galeria estava aberta. Havia peças interessantes e alguma referência aos artistas. Em busca de um café pela rua principal acabámos por encontrar um café grego e comer uma baklava ;-)
Seguimos depois para o miradouro e para a antiga mina. As visitas guiadas dentro da mina só ocorrem duas vezes por dia como não nos apeteceu esperar e ficámo-nos pelo museu. Foi uma surpresa super agradável pois não estávamos à espera de ver tantos e diferentes minerais.
Conduzimos um pouco e fomos às The Peebles (Kunjarra) que é uma zona sagrada onde são celebrados rituais femininos aborígenes. As muitas "pedras" espalhadas num solo árido, vermelho e seco é de facto impressionante. É perfeitamente compreensível que para um povo que sempre viveu no meio do deserto estas ocorrências apenas possam ser explicadas como que por magia.
À noite, havia um espectáculo no parque de campismo: Jimmy, the bush tucker poet. O cartaz dizia para trazer um prato e uma caneca e a entrada era $5. Curiosos, fomos e em boa hora o fizemos pois foi super divertido. O Jimmy é um antigo stockman, nascido e criado no bush, que apesar de não saber ler ou escrever compõe poesia. O seu sentido de humor é apuradissímo e os seus poemas impressionantes para quem apenas os pode construir e guardar em pensamento. Serviu-nos bush nettle tea, pão cozido na fogueira e deu-nos a provar algumas plantas que se podem comer no deserto, tais como bush coconut. Um verddeiro one man show :-)
Para quem não esperava muito de Tennant Creek foi um dia em cheio!
Acordámos cedo com o zumbido do vento e sentimos frio pela primeira vez nesta nossa viagem. Olhei pela janela da nossa autocaravana e vi os ramos das árvores a abanar com força e confesso que foi preciso coragem para sair debaixo do edredon.
Depois do pequeno almoço fomos visitar uma galeria de arte aborígene. O espaço é enorme mas está um pouco abandonado, o café está fechado e apenas a loja da galeria estava aberta. Havia peças interessantes e alguma referência aos artistas. Em busca de um café pela rua principal acabámos por encontrar um café grego e comer uma baklava ;-)
Seguimos depois para o miradouro e para a antiga mina. As visitas guiadas dentro da mina só ocorrem duas vezes por dia como não nos apeteceu esperar e ficámo-nos pelo museu. Foi uma surpresa super agradável pois não estávamos à espera de ver tantos e diferentes minerais.
Conduzimos um pouco e fomos às The Peebles (Kunjarra) que é uma zona sagrada onde são celebrados rituais femininos aborígenes. As muitas "pedras" espalhadas num solo árido, vermelho e seco é de facto impressionante. É perfeitamente compreensível que para um povo que sempre viveu no meio do deserto estas ocorrências apenas possam ser explicadas como que por magia.
À noite, havia um espectáculo no parque de campismo: Jimmy, the bush tucker poet. O cartaz dizia para trazer um prato e uma caneca e a entrada era $5. Curiosos, fomos e em boa hora o fizemos pois foi super divertido. O Jimmy é um antigo stockman, nascido e criado no bush, que apesar de não saber ler ou escrever compõe poesia. O seu sentido de humor é apuradissímo e os seus poemas impressionantes para quem apenas os pode construir e guardar em pensamento. Serviu-nos bush nettle tea, pão cozido na fogueira e deu-nos a provar algumas plantas que se podem comer no deserto, tais como bush coconut. Um verddeiro one man show :-)
Para quem não esperava muito de Tennant Creek foi um dia em cheio!
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terça-feira, 4 de agosto de 2015
Mataranka e Daly Waters
A caminho de Tennant Creek parámos em Mataranka para mais uma sessão de termas. Desta vez, não tínhamos uma, mas sim duas, piscinas termais à nossa disposição: as Bitter Springs e a Mataranka Termal Pool. Claro que experimentámos as duas e adorámos :-)
Depois das maravilhosas banhocas, continuámos caminho e a próxima paragem foi no famoso Daly Waters Pub para uma cerveja gelada. No filme Last Cab to Darwin, sobre o qual escrevi aqui, o protagonista tem uma foto antiga dos pais em frente a este pub e no seu caminho para Darwin faz um pequeno desvio para visitar o local. Quando vi que íamos passar na área decidi que esta iria ser também uma das nossas paragens.
É fácil descobrir porque é que este pub começou a ser conhecido pois é o único no meio do nada, literalmente. Os muitos visitantes que por lá passam deixam um pouco de si, fotos, cartões de estudante, cachecóis, t-shirts, bonés, soutiens, you name it!, há de tudo um pouco. As paredes estão assim repletas de todo o tipo de relíquias.
A estrada chamou por nós e do conforto da esplanada saltámos para trás do volante para mais uns quantos quilómetros.
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