sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Da desilusão


   Por vezes desejamos muito algo e imaginamos como vão ser todos os detalhes quando conseguirmos alcançar o nosso objectivo. Quando finalmente abrimos os braços para receber esse presente tão esperado este vem num embrulho inesperado... Os contornos não são o que esperávamos, as condições impostas não eram previstas e o presente perde assim um pouco do seu encanto.

   É um trago agridoce que fica na boca e uma alegria que não se atreve já a encher o peito...

   Aceitamos o presente, com um misto de gratidão e de desilusão, abrimos os braços ao que de novo entra na nossa vida mas fechamos uma ínfima parte do nosso coração que nos fez sonhar. Olhamos à nossa volta e vemos tudo de bom que nos rodeia, erguemos a cabeça e seguimos em frente de sorriso nos lábios. Mas lá no fundo, ficam marcas indeléveis, como que pequenas cicatrizes, na alma...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Stressada...

   Se há coisa que me causa stress, ansiedade e preocupação é estar à espera que terceiros façam a sua parte para que um projecto seja concluído com sucesso. É que há gente que deixa andar, adora procrastinar e não leva em consideração a importância que as suas acções (ou inacção!) têm para os outros.
   Com os anos tenho vindo a aprender que o problema de ter expectativas é totalmente meu. Que não posso esperar que os outros ajam da mesma forma que eu, ou sequer que tenham as mesmas prioridades. Contudo, ainda tenho um longo caminho a percorrer pois esta impotência, este esperar sem saber o que se passa nas cabecinhas do outro lado, dão-me cabo dos nervos.
   E por mais que me tente abstrair não é fácil...


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Dos meus "handicaps"

   Sempre fui uma pessoa mais dada a actividades intelectuais do que físicas. Mesmo na escola as minhas piores notas eram a Educação Física (e Desenho...). A minha falta de coordenação, equilíbrio e tendência para os acidentes mais ridículos, também nunca me deram muita motivação para me dedicar ao desporto.

 
   Contudo, há um "handicap" que me incomoda e que de uma vez por toda quero conquistar: nadar! Ora, eu sei a teoria e até consigo fazer umas piscinas de costas e crawl mas o meu grande problema é o pânico de estar fora de pé. Assim que suspeito que não tenho pé vou ao fundo como um prego! E sei que é tudo psicológico mas na altura não há nada a fazer, o pânico instala-se e lá vou eu ao fundo ;-)
   Ora esta semana comecei as aulas de natação na piscina da universidade aqui perto. Fui para a aula de principiantes e pela primeira vez, numa actividade física, fui a melhor da turma!!! Gostei imenso da professora e estou apostada que é desta que vou conseguir ultrapassar esta fobia. Aos poucos e com o passar do tempo lá chegarei.
   Afinal de contas, viver na Austrália e não saber nadar não pode ser, não é?!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Fringe

   A 5ª temporada do Fringe não estava a prender-me como de costume. O universo dominado pelos observers e a luta da resistência estava a mexer-me com os nervos... Contudo, insisti em continuar a ver os episódios pois esperava que melhorasse. E melhorou :-)
   O pior foi que quando melhorou e voltou a prender-me ao ecrã.... acabou......
   Não foi a minha temporada favorita mas fiquei com pena que tivesse terminado. Esta foi uma série que me surpreendeu bastante e que me manteve ansiosa pelos próximos episódios a cada semana.

   E já só faltam dois meses para o regresso do "Game of Thrones", yeah!!!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sabias que...

   Já aqui referi várias vezes que o Homer adora brindar-me com as suas pérolas de sabedoria. Ainda noutro dia quando fomos à praia e nos deparámos com uma alforreca logo fiquei a saber que as mesmas são imortais pois conseguem regenerar todas as suas células...
   Como se não bastasse viver com uma wikipedia ambulante eis que uma marca de pensos higiénicos australianos decide contribuir com a quantidade de factos interessantes que populam a minha mente. Ora senão vejam:

Clique para ampliar
 
   Aprendi também que os homens sofrem mais de soluços que as mulheres (embora cá em casa essa estatística seja amplamente contrariada!), que um glóbulo vermelho demora 20 segundos a percorrer o corpo humano e que a coca-cola seria verde não fossem os corantes.
   Agora não digam que eu não partilho sabedoria ;-)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Life of Pi - Spoiler Alert!


Antes de apanhar o avião, ainda em Londres, fui à W&Smith gastar as libras que ainda tinha na carteira. Havia uma promoção de 3 pelo preço de 2 e eu não me fiz de rogada. Um dos livros que veio comigo foi o "Life of Pi" que já muitas vezes se tinha cruzado comigo. Só em pleno voo, quando consultava os filmes disponíveis, vi que a estreia deste filme estava reservada para o final do ano, início do ano novo. Quando vi o trailer fiquei cheia de vontade de ver o filme pois a fotografia e a imagem são cativantes!
Dediquei-me então à leitura do livro... A primeira parte é um pouco maçuda e não me estava a prender muito mas insisti... A segunda parte do livro (após o naufrágio) tornou-se muito mais interessante e de repente estava presa à estória e não me apetecia pousar o livro. Contudo, o final do livro deixou-me verdadeiramente perturbada e confusa...
Senti-me defraudada! Senti-me tonta por não ter questionado, por ter "caído na esparrela"... A verdade é que a estória ficou comigo, bem ou mal, muito depois de ter terminado o livro...

Fiquei com muita curiosidade em ver o filme e ver se Hollywood tinha alterado o final. O filme está muito bem feito e tirando uma ou outra coisa até está fiel ao livro. Não gostei da adição do amor de adolescência que não adiciona nada ao contexto, apenas satisfaz os parâmetros da normalidade impostos pelo cinema. Senti falta do outro náufrago mas penso que um humano a ser devorado por um tigre talvez não seja a melhor imagem cinematográfica...
O final não foi alterado e novamente a perturbação ficou comigo...

Diz o autor que não temos preconceitos no que diz respeito a animais (ao contrário de personagens humanos) e que quanto mais inacreditável a estória mais facilmente nós acreditamos. Talvez, tenha razão...