
Já aqui várias vezes referi que tenho muito orgulho em ser portuguesa. Admiro a minha gente, a minha cultura, a beleza da minha cidade e do restante país. Por isso, é sempre com imensa alegria que visito os "meus lugares", e claro, os meus magníficos familiares e amigos do peito.
Desta vez a visita foi um misto de emoções pois todos tínhamos a consciência que a distância que nos separa será consideravelmente maior e que mais tempo passará até estarmos juntos de novo. Se por um lado estou muito feliz com a nova aventura que nos espera, por outro não consigo deixar de sentir saudades de tudo o que deixo para trás, não só em Portugal como também no Reino Unido....
Não querendo me debruçar muito sobre a maldita crise, a Troika, a Merkel ou o Sr. Gaspar, a verdade é que desta vez encontrei muita gente geralmente positiva bastante desmotivada, preocupada com o seu futuro e com a possível perda de emprego, farta das medidas de austeridade que continuam a prejudicar só alguns e cansados de lutarem em vão. Isso não só me entristece como me preocupa também. Enquanto à minha frente se abre um mundo de oportunidades vejo aqueles que eu amo a viverem na incerteza e sem por isso puderem gozar o que de melhor a vida tem para nos dar.
O que me custa sempre tanto a aceitar é que um país que tem tanto potencial, tanto para oferecer em termos de produtos, turismo, cultura e até ética de trabalho condene os seus habitantes a tal negro futuro. E tudo porque há meia dúzia a encher os bolsos à custa de quem trabalha e assim tem sido desde que me lembro de ser gente!
Enfim, considerações sociológicas e políticas à parte, a verdade é sinto um aperto no peito ao deixar os meus para trás neste ambiente quando vou para tão longe...
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