Decidimos ir passar um dia à Ilha do Fogo e visitar o famoso vulcão que lhe dá o nome. Partimos bem cedinho e fomos neste passarinho com hélices ;D

Quando lá chegámos fomos tomar o pequeno-almoço para degustarmos o café, o queijo de cabra e o doce de papaia da região. Depois passeámo-nos pela capital, São Filipe, onde a presença portuguesa é muito evidente. As antigas casas coloniais, chamam-lhes sobrados, estão a ser restauradas. Muitas são agora restaurantes, bares, hotéis, mas a fachada tem de ser mantida.


A Ilha do Fogo é também conhecida pelas praias de areia preta. Esta areia é também bastante utilizada no artesanato local.

A caminho do vulcão passámos por muitas plantações: banana, caju, papaia, manga, couves, feijões, etc. O solo é bastante fértil ao contrário da Ilha do Sal que é árida e onde nada cresce.

Podemos encontrar também um famoso baobá pelo caminho. Estas árvores vivem imensos anos e têm um grande significado para a cultura africana.

Chegados ao vulcão não podemos esconder o entusiasmo e o respeito pela mãe natureza.

Esta imagem, que alguns dizem que se assemelha com a Virgem Maria, foi um fenómeno natural e não feito pelo homem. Achei bastante interessante :-)

Existem duas aldeias, com cerca de 1200 pessoas no total, na cratera do vulcão. É estranho mas é África! Fomos almoçar a uma dessa aldeias e comemos uma das melhores cachupas de sempre!! E um peixe no forno de chorar por mais!!
Fomos ainda visitar as vinhas e a cooperativa lá do sítio e trouxemos um vinho doce, semelhante ao Porto, de produção manual. Este foi comprado a uma senhora que vive na aldeia e chama-se Manecon. Aparentemente, Cabo Verde tinha uma grande produção de vinhos e competia com Portugal até que o nosso querido Marquês de Pombal decidiu destruir toda a vinha pois não queria cá competições!

Regressámos ao Sal ao final da tarde com os olhos cheios de paisagens únicas, com a barriga cheia de sabores puros, simples e deliciosos e com um sorriso de orelha a orelha. Recomendo vivamente pois vale muito a pena!!!