
Mudar de casa é uma dor de cabeça, uma trabalheira, uma despesa..... E mesmo assim, parece que eu não aprendo ;-)
Ao fim de cada mudança digo sempre: Nunca mais! Tão depressa não me apanham noutra! Contudo, a vida vai acontecendo e as mudanças vão surgindo naturalmente.
Quando viemos para o Reino Unido sabíamos que o poiso não seria por muito tempo. No dia da mudança descobrimos com muita tristeza que alguns dos móveis da sala não passavam pela estreita entrada. Tivemos que procurar, em cima do joelho, uma solução. Como não queríamos nos desfazer dos móveis, tivemos que recorrer a uma unidade de armazém. Ora, não faz sentido pagar duas rendas e não usufruir das nossas coisas!
Por isso chegou a altura de procurar uma casa maior onde pudéssemos ter as nossas mobílias completas, sem alteração significativa de valor mensal.
Com tempo fomos procurando e fomos visitando muita espelunca. Como vivemos actualmente numa zona de gente fina, depressa percebemos que a relação preço/tamanho não correspondia às nossas necessidades ou possibilidades.
Eis que surgiu a ideia de procurar na vila vizinha. Sem dúvida, conseguimos muito mais pelo nosso dinheiro! Mas então começou a dúvida: vamos nos mudar para uma vila mais sossegada, sem tanto comércio, deixar os nossos locais habituais, os nossos vizinhos espectaculares, sem saber o que nos espera?!
Se por um lado queríamos uma casa maior, por outro lado não queríamos mudarmo-nos de Harpenden. Um dilema que contrariamente ao que costuma acontecer foi resolvido racionalmente e não emocionalmente. Sentámo-nos e escrevemos, literalmente, uma lista de prós e contras. E a balança pendeu para a mudança!
Começou de novo a dança do empacotar, carregar, desmontar, montar, limpar, arrumar, etc etc etc.... Já sei que não vale a pena dizer que tão depressa não me meto noutra mas espero que desta vez a permanência seja mais longa ;-)
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