segunda-feira, 7 de novembro de 2011

To move or not to move


Mudar de casa é uma dor de cabeça, uma trabalheira, uma despesa..... E mesmo assim, parece que eu não aprendo ;-)
Ao fim de cada mudança digo sempre: Nunca mais! Tão depressa não me apanham noutra! Contudo, a vida vai acontecendo e as mudanças vão surgindo naturalmente.
Quando viemos para o Reino Unido sabíamos que o poiso não seria por muito tempo. No dia da mudança descobrimos com muita tristeza que alguns dos móveis da sala não passavam pela estreita entrada. Tivemos que procurar, em cima do joelho, uma solução. Como não queríamos nos desfazer dos móveis, tivemos que recorrer a uma unidade de armazém. Ora, não faz sentido pagar duas rendas e não usufruir das nossas coisas!
Por isso chegou a altura de procurar uma casa maior onde pudéssemos ter as nossas mobílias completas, sem alteração significativa de valor mensal.
Com tempo fomos procurando e fomos visitando muita espelunca. Como vivemos actualmente numa zona de gente fina, depressa percebemos que a relação preço/tamanho não correspondia às nossas necessidades ou possibilidades.
Eis que surgiu a ideia de procurar na vila vizinha. Sem dúvida, conseguimos muito mais pelo nosso dinheiro! Mas então começou a dúvida: vamos nos mudar para uma vila mais sossegada, sem tanto comércio, deixar os nossos locais habituais, os nossos vizinhos espectaculares, sem saber o que nos espera?!
Se por um lado queríamos uma casa maior, por outro lado não queríamos mudarmo-nos de Harpenden. Um dilema que contrariamente ao que costuma acontecer foi resolvido racionalmente e não emocionalmente. Sentámo-nos e escrevemos, literalmente, uma lista de prós e contras. E a balança pendeu para a mudança!

Começou de novo a dança do empacotar, carregar, desmontar, montar, limpar, arrumar, etc etc etc.... Já sei que não vale a pena dizer que tão depressa não me meto noutra mas espero que desta vez a permanência seja mais longa ;-)

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Amor é...


O Homer tem viajado bastante a trabalho e isso deixa sempre saudades. Antes da última partida fomos jantar os dois a um restaurante novo para passarmos um serão agradável. Afinal de contas, seriam duas semanas sem nos vermos!
A meio do jantar, não sei já que rumo a conversa tomou, ele explicou-me que as formigas carregam folhas maiores do que elas mas que não as comem. Elas levam as folhas para alimentarem um fungo qualquer, que vive debaixo da terra, e do qual elas se alimentam.... Há lá discurso mais romântico?!
Na véspera do se regresso estávamos ao telefone "ai, tenho tantas saudades! Ainda bem que amanhã já estaremos juntos! mimimimimi...." e ,ele sai-se com mais uma pérola de sabedoria. Afinal, os chineses comem com paus pois um cavalheiro não deve ter uma "arma de guerra", faca leia-se, à mesa. Logo, isso faz de nós os barbaros, per say.

Agora digam lá, se o meu homem não sabe manter a chama da paixão acesa! Qual rosas vermelhas, serenatas ou noites escaldantes de tango!!! Naaa, nada disso, factos interessantes (dependente do ponto de vista!) e inúteis! Isto sim, é AMOR!

domingo, 30 de outubro de 2011

É uma casa portuguesa, com certeza!



Se dúvidas havia...

É com certeza, uma casa portuguesa ;-)

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Conversas do tempo


A semana passada estive de molho com uma valente constipação. É o que dá deixar os 32 graus de Lisboa e chegar ao "Inverno" inglês. E isto não é para brincadeiras pois a mínima já chegou aos 2 graus à noite!
Mais do que sentir frio, senti pela primeira vez uma grande resistência em aceitar que o Outono se tinha instalado e que os dias quentes tinham acabado..... Talvez por não ter feito praia... mas é difícil aceitar a chegada do Inverno quando sentimos que não houve Verão. Tive de me resignar e rendi-me ao ligar o aquecimento pela primeira vez no ano!

O tempo é sempre tema de conversa por estes lados. E não é de facto conversa de circunstância, ou simplesmente para encher chouriços, é uma preocupação genuína. Talvez seja difícil compreender isso mas a verdade é que até ter saído de Portugal não ligava muito às temperaturas. Contudo, agora vivo dependente da meteorologia ;p
O ponto positivo em tudo isto é que os dias têm sido luminosos, com amanheceres e pores do sol lindíssimos e céu azul e limpo durante o dia. O que mais me deprime são os dias cinzentões em que parece que o céu nos vai cair em cima! Ao fim deste ano e tal posso de facto constatar que, por incrível que pareça, o tempo inglês consegue ser melhor que o holandês!!! Pelo menos nesta zona.....

E agora vou ali preparar a gabardina pois parece que amanhã vai chover ;p E de caminho vou fazer um chá de limão pois a garganta ainda não está verdadeiramente restabelecida...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Lisboa e um misto de emoções



O Homer viajou a trabalho e eu aproveitei para ir matar saudades de Lisboa. Fui brindada com um sol maravilhoso, temperaturas entre os 27 e 32 graus e noites de Verão.
Sabe bem rever a família, os amigos e a minha cidade! Contudo, o tempo é sempre escasso e nunca chega para cumprir todos os planos, revisitar todos os cantos ou estar com toda a gente... E quando regresso venho sempre mais cansada do que quando fui ;p
Mas apesar de regressar sempre de coração cheio e de matar saudades, há sempre um misto de sentimentos que me assoma. Se por um lado me sinto em casa ao ouvir falar a minha língua, em rir às gargalhadas com os amigos de sempre, já não me identifico com certos costumes e rituais. Fico chocada quando entro numa loja na Guerra Junqueiro de calções e ténis e vejo as empregadas a olharem-me de alto a baixo como se eu fosse uma pelintra. Já não consigo suportar a cultura das aparências!
Não percebo porque é que os condutores apitam a torto e a direito! Porque é que se pagam portagens na A5 para estarmos parados mais de meia hora no trânsito! Porque é que chegamos sempre atrasados a qualquer encontro!
Depois há todo um povo desiludido, preocupado e "à rasca". Cada vez são mais aqueles que me perguntam se não lhes arranjo trabalho por cá. As notícias deprimem-me, as medidas de austeridade assustam-me e fico triste quando me apercebo que as pessoas já não sorriem.
Viro costas, entro no avião e volto a casa. Mas haverá sempre uma parte de mim que pertence aquela cidade cheia de luz e brilho. Haverá sempre uma parte de mim que se indigna com os corruptos daquele país, se preocupa com o seu futuro e com o apertar cada vez mais forte do cinto daqueles que pouco têm.
E o meu coração fica apertado quando me despeço dos meus pais no aeroporto, quando não posso ir a uma festa de aniversário de um dos meus amigos, quando sei que estão todos juntos e que falto lá eu.
Meto a chave à porta e a casa está silenciosa. Está tudo arrumado nos seus sítios e sei que é aqui que pertenço. Respiro fundo e confesso que sinto algum alívio por estar longe...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

F**king C...



Mais do que triste fico furiosa de cada vez que oiço que mais um ser humano perdeu a luta contra este inimigo desigual... É assustador que com todos os avanços da medicina e da ciência ainda estejamos tão longe de vencer esta batalha...
A esperança é grande mas com cada perda é abalada e por vezes é difícil acreditar que há uma luz ao fundo do túnel... Maldita doença!!!

Quanto ao Steve Jobs já tanto foi dito hoje que nada de novo tenho a acrescentar. Pessoalmente, sou fã da Apple e moram comigo um iPod, um MacBook e um iPad ;) (só o iPhone não teve abrigo cá em casa pois não me conseguiu convencer em relação à funcionalidade vs preço.)

RIP Steve

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sábado, 1 de outubro de 2011

Thank God it´s Friday #2


Nada como terminar a semana com um pastel de nata ao lanche :)

Não, não sou tão bons como os de Belém, nem mesmo como os da Pastelaria Lisboa em Londres mas é uma agradável surpresa do Café Nero ;p E sempre dá para tirar a barriga de misérias!