Na passada sexta- feira recebi uma excelente notícia em termos profissionais. Cumpri um dos meus objectivos e senti que o meu trabalho e o meu valor foram reconhecidos. Sei que na nova posição que conquistei me sentirei mais realizada e que poderei desenvolver uma série de ideias e novos projectos que me darão imenso gozo.
Depois de uma noite a celebrar, cheguei a casa e recebi a notícia terrível de que o meu tio estava internado no hospital e que talvez tivesse de ser operado de novo ao coração. O prognóstico não era animador... O meu coração ficou pequenino e senti-me impotente e minúscula perante a imensidão de saber que tudo fugia ao meu alcance.
Ontem, pude respirar de novo. De facto, uma nova cirurgia foi inevitável mas felizmente correu tudo bem. A recuperação espera-se longa e com muito repouso mas acredito que o pior ficou para trás...
Estes acontecimentos fazem-me sempre pensar no quão impotentes nós somos perante a vida. As coisas mais importantes fogem do nosso controlo e não nos pedem licença para devastar os nossos planos, as nossas conquistas temporárias ou a nossa felicidade. Por isso, cada vez mais, tento viver de acordo com aquela velhinha máxima: Carpe Diem.
Sim, pode ser um cliché, sim pode estar mais do que batido, mas a verdade é que num instante tudo muda e por isso a única coisa que podemos e devemos fazer é aproveitar ao máximo as pequenas vitorias, sentir o calor de um sorriso, regozijarmo-nos com um pequeno prazer e rir até nos doer a barriga com os maiores disparates.
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