Só há pouco descobri esta
série. E fiquei desde logo presa à sua história.
Nos dias que correm, infelizmente, são poucas as famílias que ainda não foram afectadas por esta terrível doença. E a forma como toda a problemática do cancro é abordada ao longo da série demonstra, a meu ver, uma grande sensibilidade.
O humor é subtil, sem chocar ou menosprezar a dor. O sofrimento é sentido na medida certa sem se tornar pesado e angustiante. A reflexão e avaliação daquilo que se viveu e daquilo que ainda se quer concretizar antes de partir faz-nos pensar nas nossas próprias opções. Finalmente, a vontade de viver e a esperança dão-nos alento para tentar aceitar as partidas que a vida nos vai pregando.
Pessoalmente, já vi partir alguns familiares vítimas deste terrível "Big C" e já vivi a destruição que ele deixa à sua volta. Talvez por essas experiências considere que enterrar a cabeça na areia como as avestruzes não traz qualquer benefício e talvez também por isso tenha apreciado a leve brisa de positivismo que cada episódio nos traz.
A grande lição que eu aprendi é que devemos tirar o maior partido das nossas circunstâncias e aproveitar tudo o que de bom temos nas nossas vidas. Porque num instante tudo muda...
Carpe Diem