sábado, 4 de setembro de 2010

Sentir-me em casa

Preciso de me sentir confortável em minha casa! Sentir as minhas coisas, pois cada uma conta a sua própria história. Gosto de viver rodeada de fotografias, antigas ou mais recentes, de momentos importantes ou banais, mas que me marcaram de alguma forma. Gosto de ver pequenas peças que trouxe de uma qualquer viagem ou que me foram oferecidas por pessoas do meu coração.
Por isso a minha casa espelha sempre muito a minha personalidade e só assim me sinto realmente bem. E esse sentimento de pertença leva algum tempo. Sempre que me mudo para uma casa nova, tenho que namorá-la, conhecê-la, aprender de que lado bate o sol, de onde se ouvem os mais diversos barulhos, onde assobia o vento num dia de tempestade, etc.
Por cá, ainda estamos numa fase de descoberta. Ainda estou a tentar encontrar o "meu canto" dentro de casa. E uma coisa que me está a causar alguma urticária é o facto de não poder pendurar quadros na parede. Não gosto de ver as paredes vazias, despidas. Tenho os quadros, embrulhados ainda, em cima de um móvel, à espera de uma ideia brilhante que não envolva pregos ou destrua a pintura posteriormente.

Mas algo que me traz conforto e prazer é olhar pela janela da cozinha e ver a cor do céu logo pela manhã. Adivinhando assim a temperatura e decidindo o que vou vestir nesse dia. É o meu ritual matinal nesta casa.


E mesmo quando o tempo lá fora não está propriamente acolhedor há sempre uma surpresa algures escondida ;)


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sete anos


Faz hoje exactamente 7 anos que estava a fazer uma mudança de casa e uma mudança de vida. Mudava-me dentro do meu país, dentro da minha cidade, mas a partir daí iria partilhar uma casa e a vida com o meu amor.
Só namorávamos há 3 meses e meio mas queríamos muito estar juntos e as incógnitas não nos assustavam. Foi uma atitude um pouco impulsiva (como quase todas as grandes decisões da minha vida!) que surpreendeu muitos e assustou outros (nomeadamente as mães ;p). Mas, até hoje, nunca questionei tal decisão e continuo muito feliz por termos tido a coragem de arriscar.
Já passámos por muita coisa lado a lado. Já vivemos momentos duros e outros de plena alegria. A vida e as relações são assim mesmo, cheias de altos e baixos, momentos bons e maus. Tem sido uma aventura, recheada de cumplicidade, de respeito e de amor!
Diz a ciência que as células do nosso corpo se renovam a cada sete anos, isto é, estão em constante renovação de tal modo que leva sete anos para que a totalidade das nossas células se apresente renovada (isto em termos leigos, claro!). Assim sendo, hoje somos pessoas renovadas, logo diferentes, em relação ao dia em que começámos a partilhar a mesma casa. Talvez seja esta a razão para o tão famoso 7 years hitch ;-p
Hoje sou uma pessoa renovada, não apenas celularmente, mas também em termos de maturidade. Sou uma pessoa mais rica, mais completa, e isto também se deve à nossa partilha.
Hoje, continuo a querer partilhar a minha vida contigo com a mesma intensidade de então :))

Foto - Porto Côvo, Dezembro de 2004

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Considerações "facebookianas" #2

De manhã vou ver o email e eis que me deparo com a seguinte mensagem. Fulano de Tal (que não conheço de lado nenhum!) enviou-lhe uma mensagem no facebook: "Olá, Deus devia estar mt inspirado para fazer um anjo como tu bjs"
LOOOOOOOOL

Sendo que o meu perfil é privado, o Sr. de Tal só pode ter visto a minha foto de perfil, em que estou de óculos escuros e tudo!, mas eu compreendo que o meu ar angelical seja mesmo assim arrebatador ;p
Que há por aí muita gente doida, sem nada com se entreter, já eu sabia! Mas a minha questão é: Será que ainda há mulheres que caem nesta conversa fiada? Será que ainda lhe darão conversa com uma frase de engate destas? Será que ainda há meninas cuja auto-estima é tão baixa que acreditam em piropos baixo nível?
E o pior é que, com muita pena minha, ainda acredito que haverá alguma rapariga que há-de responder ao Fulano de Tal a agradecer o elogio.........

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Meeting the girls




Ontem foi dia de passeio por St. Albans. E a companhia não podia ter sido melhor! A conversa fluiu como se nos conhecêssemos há muito, a risada foi fácil e a partilha natural.
É fantástico encontrar pessoas que nos trazem um sentimento familiar, um sabor a casa. Uma piada que faz todo o sentido, um sentimento por todas sentido e partilhado, uma vivência que apesar de muito diferente tem tantos pontos comuns com a nossa.

Quando vivemos num outro país há todo um processo de adaptação e integração numa sociedade onde os costumes, rotinas e estilos de vida são muito diferentes dos nossos. Tem o seu lado de aventura, o desbravar do desconhecido, a descoberta do novo, que é excitante e nos enriquece (e faz crescer!) enquanto pessoas. Por outro lado, isso também traz consigo um sentimento de isolamento e incompreensão que nos faz sentir um pouco à nora, sem qualquer sentimento confortável de pertença.
Por tudo isto, esta experiência de conhecer gente interessante com quem se pode falar sobre tudo um pouco pois partilhamos a mesma cultura, a mesma língua, o mesmo sentido de humor, é, para mim, inestimável! E hoje posso desfrutar dela ao máximo pois já senti na pele as saudades da minha portugalidade durante a minha permanência na Holanda (embora também lá tenha conhecido gente fantástica e criado algumas amizades que fazem hoje parte integrante do meu coração, com alguns portugueses à mistura ;p). Hoje sei que tenho, por tudo isto, uma maior apreciação pela gente da minha terra, com todos os seus defeitos e virtudes, pois fizeram de mim a pessoa que sou.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Chuva, chuva e mais chuva


O tempo por aqui anda uma grande porcaria mas como em tudo na vida há que ver o lado humorístico da coisa ;-)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

As grandes questões do meu universo #1

Eu sou uma pessoa que adora pensar. E dedico muito do meu tempo a essa actividade ;) Nem sempre os pensamentos que me ocorrem são os mais interessantes e o Homer, que partilha os dias comigo, farta-se de rir com as minhas questões existenciais. Por isso e porque acho que ter a capacidade de se rir de si mesmo é uma grande virtude, decidi criar aqui no blog uma espécie de rubrica sobre as grandes (not!) questões que me assaltam!

Com a mudança de casa há sempre várias pequenas coisas que precisamos de comprar e no nosso caso tivemos de comprar uma série de adaptadores para as fichas eléctricas. Ora estes vêm sempre numa embalagens de plástico impossíveis de abrir. Para uma pessoa desastrada como eu isto representa um perigo pois normalmente resulta em alguns cortes nos dedos. A minha questão é: Porque raio é que estas embalagens são sempre tão difíceis de abrir?

Curiosamente, lembrei-me de um sketch que o Bruno Nogueira fez há uns anos atrás acerca disto mesmo. Muito bom :)


domingo, 22 de agosto de 2010

Sai uma bica e um pastel de nata!


Se há pequenas coisas que me causam saudades enormes, esta é uma delas. Por isso, quando ontem me "levaram pela mão" a uma mercearia e a uma pastelaria portuguesa em Londres deliciei-me com a bela da bica devidamente acompanhada pelo pastel de nata! E que bem que me soube ;)
A Carla, que é muito querida!, levou-nos a passear pelo mercado de Portobello, mostrou-nos a loja portuguesa, a peixaria onde o Jaime Oliver vai às compras, abriu-nos a porta da sua casa e encheu-nos a barriguinha com sabores portugueses. Foi uma tarde (e noite!) de muita conversa, partilha, risada, tudo em excelente companhia :)
Obrigada por nos receberem tão bem!!!!

Foto: Retirada da internet