sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mais vale prevenir...


Mais uma campanha muito bem conseguida na luta contra a SIDA...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Era uma vez um isqueiro...


Quando eu julgava que a fase de destruição já tinha passado... eis que o Mozart decide apanhar o isqueiro de cozinha de cima do balcão e fazer das suas!
Isto foi o que restou como prova do crime. O resto... não consegui encontrar em lado algum. O que significa que o gajo engoliu!!!
A minha preocupação era o gás e o mal que lhe poderia fazer tal disparate... Não vomitou, não teve diarreia, anda feliz e contente, borrifando-se para as minhas preocupações!
E aposto que em busca de um novo desafio ;-p

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.


sábado, 30 de janeiro de 2010

"A Febre de Sábado"


E porque lá fora brilha um tímido "Sol de Inverno" que reflecte na neve...

Bom Fim-de-Semana!!!

A importância de ser...


Já repararam que quando conhecemos alguém uma das perguntas mais frequentes é: "o que é que fazes?". Como se o que "fazemos" nos definisse de alguma forma. O título ou a profissão servem para que os outros nos coloquem nas suas prateleiras e compartimentos estanques.
Nunca ninguém nos pergunta o que somos! Não será essa pergunta muito mais interessante. Não será essa resposta muito mais sentida e verdadeira.
Isso implicaria um grau de investimento que poucos estão dispostos ou prontos a assumir. Conhecer alguém para lá duma profissão, de um estatuto, de uma postura social exige uma certa abertura que cada vez mais não temos disponível. Vivemos na era do fazer, do concretizar, da gestão por objectivos. Universidade, carreira, casamento, filhos, tudo na tentativa de provar que somos capazes, que somos vencedores na sociedade competitiva que nos rodeia.
Se sou sensível, solidária, carinhosa, atenta, disponível, ou até teimosa, orgulhosa, pragmática, irascível... pouco importa. Conquanto que faça algo que pareça bem... algo que seja facilmente classificável...

Há quem já não saiba ser.
Há quem já não seja capaz de não fazer.
Há quem já não consiga estar a sós consigo próprio e ficar apenas, sem pressas, sem agitação.
Luto contra a maré, cruzo os braços para não fazer e sofro por ainda ser...

Foto: Istambul, Março de 2008

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A Bimby, a Maizena e a minha avó

Quando era pequena era muito "ruim para comer". Os castigos sucediam-se, as horas sentada à mesa estendiam-se e não amiúde o prato do almoço chegava cheio à hora do jantar. "Ou comes isso tudo ou não comes mais nada.-." - foi a banda sonora da minha infância (com algumas variações, entre elas as mais comuns: "não sais da mesa" ou "não vais brincar").
À minha avó cabia a hercúlea tarefa de me dar o almoço (ao jantar estava em casa o temido homem das barbas ;-p). As tentativas para que eu comesse eram muitas e o miminho de avó também as influenciava grandemente. Assim sendo, por vezes o almoço era papa em vez de sopa. É que a papa até que ia marchando sem tanta guerra e como tinha leite sempre alimentava a criatura. Entres as favoritas estavam a Predilecta e a Maizena.

Os anos foram passando, o acto de comer deixou de ser temido e começou a ser apreciado (talvez até demais!) mas o gosto pela papa ficou. Só que trouxe consigo um grande handicap: a incapacidade de fazer uma boa papa de Maizena. Ora fica muito líquida ora muito grossa... Por alguma razão, quando cozinho guio-me muito pelas cores e sendo a Maizena branca como o leite está criado um obstáculo que a minha pobre e complexa massa cinzenta não é capaz de ultrapassar.
Este ano o Pai Natal foi generoso e a mãe do Homer ofereceu-nos uma Bimby. Já tinha ouvido falar mas ainda não conhecia. Rapidamente, percebi o fascínio da coisa e lhe comecei a dar uso. Afinal de contas, é prática, rápida e a comida sai bem. Hoje, indecisa sobre o que fazer para o almoço, lembrei-me das papas da minha avó. Tinha Cerelac e Maizena no armário... De repente, fez-se luz e toca de pesquisar no fórum da Bimby por papa de Maizena. E não é que encontrei as indicações.
Pois que sim, que fica muito boa! Bimby subiste uns pontos na minha consideração pois trouxeste de volta um dos sabores da avó Judite :)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Conotações

Ninguém se apaixona por um assunto por ser interessante. E em nenhum momento verdadeiramente importante da nossa vida usaremos a palavra interessante para definir o que sentimos. Por exemplo, se fizermos um minete apaixonado à mulher da nossa vida não estamos à espera que ela depois diga
- Amor, isso foi tão interessante.

Há palavras que não fazem sentido quando nos entregamos. Da mesma maneira que ser simpático não significa ser amigo, achar interessante também não pressupõe empenhamento.


É isso e chamar querido a alguém: "Ah e tal, é um querido!" Um querido é aquela pessoa da qual não temos nada de melhor para dizer e que ao mesmo tempo dá alguma coisa que apesar de não nos interessar, também não queremos deitar fora. É um gajo que não nos enche as medidas, nem de longe nem de perto, mas que mesmo assim nos dá uma atenção especial que nos faz bem ao ego.

Eu nunca gostei de queridos...