sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A Bimby, a Maizena e a minha avó

Quando era pequena era muito "ruim para comer". Os castigos sucediam-se, as horas sentada à mesa estendiam-se e não amiúde o prato do almoço chegava cheio à hora do jantar. "Ou comes isso tudo ou não comes mais nada.-." - foi a banda sonora da minha infância (com algumas variações, entre elas as mais comuns: "não sais da mesa" ou "não vais brincar").
À minha avó cabia a hercúlea tarefa de me dar o almoço (ao jantar estava em casa o temido homem das barbas ;-p). As tentativas para que eu comesse eram muitas e o miminho de avó também as influenciava grandemente. Assim sendo, por vezes o almoço era papa em vez de sopa. É que a papa até que ia marchando sem tanta guerra e como tinha leite sempre alimentava a criatura. Entres as favoritas estavam a Predilecta e a Maizena.

Os anos foram passando, o acto de comer deixou de ser temido e começou a ser apreciado (talvez até demais!) mas o gosto pela papa ficou. Só que trouxe consigo um grande handicap: a incapacidade de fazer uma boa papa de Maizena. Ora fica muito líquida ora muito grossa... Por alguma razão, quando cozinho guio-me muito pelas cores e sendo a Maizena branca como o leite está criado um obstáculo que a minha pobre e complexa massa cinzenta não é capaz de ultrapassar.
Este ano o Pai Natal foi generoso e a mãe do Homer ofereceu-nos uma Bimby. Já tinha ouvido falar mas ainda não conhecia. Rapidamente, percebi o fascínio da coisa e lhe comecei a dar uso. Afinal de contas, é prática, rápida e a comida sai bem. Hoje, indecisa sobre o que fazer para o almoço, lembrei-me das papas da minha avó. Tinha Cerelac e Maizena no armário... De repente, fez-se luz e toca de pesquisar no fórum da Bimby por papa de Maizena. E não é que encontrei as indicações.
Pois que sim, que fica muito boa! Bimby subiste uns pontos na minha consideração pois trouxeste de volta um dos sabores da avó Judite :)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Conotações

Ninguém se apaixona por um assunto por ser interessante. E em nenhum momento verdadeiramente importante da nossa vida usaremos a palavra interessante para definir o que sentimos. Por exemplo, se fizermos um minete apaixonado à mulher da nossa vida não estamos à espera que ela depois diga
- Amor, isso foi tão interessante.

Há palavras que não fazem sentido quando nos entregamos. Da mesma maneira que ser simpático não significa ser amigo, achar interessante também não pressupõe empenhamento.


É isso e chamar querido a alguém: "Ah e tal, é um querido!" Um querido é aquela pessoa da qual não temos nada de melhor para dizer e que ao mesmo tempo dá alguma coisa que apesar de não nos interessar, também não queremos deitar fora. É um gajo que não nos enche as medidas, nem de longe nem de perto, mas que mesmo assim nos dá uma atenção especial que nos faz bem ao ego.

Eu nunca gostei de queridos...

Que friiiiioooo......


Quando a camada de gelo é do lado de dentro do carro é porque lá fora está um frio "do camandro" ;-)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Guilty Pleasures...


Palavras para quê?!...

sábado, 23 de janeiro de 2010

"A Febre de Sábado"


E porque são tantas as vezes que me sinto alien num mar de gente...

PS - Descobri os Pigott Brothers através da série canadiana Being Erica.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Six Degrees

A teoria consiste na ideia de que estamos separados apenas por seis graus de qualquer outra pessoa no planeta. Assim sendo, estamos todos interligados e podemos influenciar grandemente a vida daqueles que não conhecemos sem nunca tomarmos consciência disso.


A série, essa, é de 2006 e conta a história das mais diversas personagens na cidade de Nova Iorque. A vida retratada numa teia de encontros, desencontros e golpes de sorte.
Infelizmente, foi descontinuada... Mas a primeira temporada vale bem a pena :)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Coisas que se fazem por amor

Ficar sentada três horas numa cadeira de cinema, com um par de óculos super pesados (por cima dos meus!) a magoarem-me o nariz, e a gramar um filme de ETs...

Sim, fui ver o Avatar 3D... Ele queria muito e eu cedi... até porque tinha alguma curiosidade, tanto que se tem falado do filme. A história é banal, cliché, previsível, em suma, má. A imagem, cor, fotografia são muito boas! Pandora é um sítio a visitar ;-p

Ainda nos cinemas e para quem quer passar um bom bocado deixo-vos duas sugestões: Sherlock Holmes e It´s Complicated.
Eu vou tentar ainda apanhar o Old Dogs!!!