quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Profissões "anormais"


Sra. Doutora: Então e o que é que fazes?
Ceres: Estou a estudar acupunctura. Este é o meu último ano!
Sra. Doutora: Ah... O meu vizinho também faz isso...
Ceres: Ai sim?!
Sra. Doutora: Ele tem um consultório lá perto de casa.... Durante o dia tem um emprego NORMAL, não é... e depois faz isso nos tempos livres....
Ceres: ........... Pois...........

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Texel

Este fim-de-semana fomos até Texel, a maior das ilhas frisias, para um evento da empresa do Homer. A intenção era a de team building num contexto social de descontracção. Cada funcionário era convidado a levar a família (cônjuge e filhos), havia actividades de grupo e tempos livres para cada um aproveitar como melhor entendesse.


Ficámos alojados nesta magnífica familievilla no parque De Krim. E eis que nos deparamos com o primeiro choque cultural: a casa era partilhada com mais três casais! A casa tinha quatro quartos e duas casas de banho, sala e cozinha comuns. Ideal para passar uns dias com uns amigos ou familiares mas um pouco constrangedor para dividir com colegas de trabalho do marido que eu apenas vi duas ou três vezes...
"Então não me posso esparramar no sofá em frente à lareira à noite, não posso andar pela casa fora de pijama pela manhã, e ainda por cima tenho de levar com o barulho dos putos (3!) logo que abro a pestana!"
Claro que para os holandeses isto não representa qualquer incómodo e era vê-los todos contentes e super à vontade, com a malta a entrar e sair das mais diversas casas. Tudo com uma grande e feliz família que não são ;-p
Eu sou uma pessoa bastante sociável mas muito ciosa do meu espaço. Com os meus amigos é uma coisa agora com pessoas que eu mal conheço o caso muda de figura. E não é que estou a arranjar-me para sair e chega um dos colegas, com o puto de quatro anos pela mão, e vai de lhe mostrar o meu quarto! Faz-me lembrar o que se diz na tropa: "À vontade não é à vontadinha!"


Depois do almoço na praia, uma das actividades era um passeio de bicicleta pelas dunas.


Depois das merecidas bebidas e do BBQ para o jantar houve ainda tempo para um joguo de bowling. No domingo após o pequeno-almoço ficámos com o dia livre. O tempo não convidava ao passeio, estava frio, chuvoso e um vento forte. Só me apetecia ficar enroscada no cobertor... Mas ainda deu para uma visita ao Ecomare:




E uma paragem na Boerderij-Eethuis Catharinahoeve para comer uma maravilhosas panquecas:


No final foram dois dias intensos e bem passados :)

Mas apanhei frio e a vento o que me deixou logo constipada... Ontem quando acordei parecia que tinha sido atropelada por uma camião mas hoje, depois da canjinha de galinha, já me sinto um pouco melhor...

Miminhos


O melhor quando se está doentinha, é o maridão chegar a casa e fazer-nos uma canja de galinha :)

sábado, 12 de setembro de 2009

"A febre de Sábado"


E porque hoje me lembrei da minha fase Cure...
Da altura em que punha a aparelhagem no máximo e deslizava ao som da sua música, do tempo em que achava o Robert Smith lindo (those days are over!), dos valentes sustos que a minha mãe apanhou e do receio que a pobre tinha que eu andasse envolvida em algum culto, ah ah ah ah ah
A adolescência foi passando e consigo foi levando o sentido de incompreensão. Mas a música, essa, ficou...

Bom Fim-de-Semana!!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"Olá Mundo!"

Quando eu era pequena devorava banda desenhada: ele era o Patinhas, O Zé Carioca e a Turma da Mônica (na altura tudo em português do Brasil...), o Asterix e claro a Mafalda! Percebo hoje que na altura muitas das suas sátiras me passavam ao lado pois em matéria de política sempre fui um zero à esquerda (ainda sou!). Mas mesmo assim divertia-me imenso com a fútil Susaninha, o brejeiro Manelinho e o ingénuo Filipe. O ódio pela sopa, o "Olá Mundo" ao globo e as perguntas que deixavam os pais boquiabertos fazem parte da sua imagem de marca.
Ainda guardo os livros e de vez em quando releio-os. Rio-me e surpreendo-me: é que hoje, passados 40 anos, as suas tiras continuam actuais. O que é que isso diz da Humanidade?!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Do telejornal para a minha prateleira

Nunca gostei das figurinhas humorísticas-sentimentalóides que ele fazia quando apresentava o telejornal. Nunca simpatizei com ele quando durante os 4 anos em que nos cruzámos nos corredores da faculdade. Sempre o achei snob e vaidoso.
Depois vieram os livros aos quais não prestei muita atenção. Até que um dia, por sugestão de uma amiga, comecei a ler "O Codex 632". Adorei! E desde então já li todos os seus romances.
Adoro a sua escrita, a forma como nos prende à acção, a imensa investigação que faz e nos apresenta de tal forma que um leitor sem qualquer conhecimento científico consegue perceber as bases da física quântica (em "A Fórmula de Deus").
De todos os seus romances, destaco "A Ilha das Trevas". Foi o seu primeiro livro e leva-nos a vivenciar os conflitos em Timor-Leste na pele. Como se fossemos arrastados para um pesadelo do qual não podemos escapar e onde a tão afamada luz ao fundo do túnel está longe e apagada. Foi um livro que me marcou pela sua crueza, pela força das imagens, pela sua dimensão humana.
Esta foi a vez de fechar as 600 páginas do seu último romance e colocá-lo, junto aos outros, numa prateleira de destaque. "A Vida num Sopro" fala sobre a vida no Portugal dos anos 30, quando Salazar instituiu o Estado Novo e quando mais tarde rebentou a Guerra Civil em Espanha. Conta-nos de um amor condenado, marcado inevitavelmente pelas vicissitudes dos tempos.
Qual o valor da vida humana em detrimento do "bem da nação"?! A dor ao aceitar a impossibilidade de enfrentar o peso do Poder...
Vale a pena! Faz-nos pensar sobre o que somos...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Mozart vai à praia

Aproveitando o belo dia que se fez sentir, fomos os três dar um passeio à beira-mar após o jantar. O tempo estava quente e sem vento (um acontecimento por estes lados!). O mar estava calmo e ainda havia gente ao banho (corajosos, lol).







Um belo final de dia :)